Prefeitura de Belo Horizonte lança licitação para auditoria nas contas do sistema de ônibus
Publicado em: 6 de janeiro de 2018
02Segundo prefeito Alexandre Kalil, somente após o procedimento é que devem ser reajustadas as tarifas
ADAMO BAZANI
No dia 19 de fevereiro, a prefeitura de Belo Horizonte deve receber os envelopes com as propostas das empresas de consultoria interessadas em fazer a auditoria das contas do sistema de transportes por ônibus.
No mesmo dia, estes envelopes devem ser abertos.
O estudo sobre as finanças do sistema é considerado essencial pelo prefeito Alexandre Kalil para estipular um novo valor das tarifas de ônibus da cidade.
As empresas de transportes tentaram por vias judiciais conseguir um reajuste tarifário, mas perderam por duas vezes.
No dia 22 de dezembro, o juiz Marco Aurélio Abrantes Rodrigues negou um pedido de liminar das empresas que alegavam aumentos dos custos operacionais e descumprimento de contrato que prevê reajustes anuais. No dia 26 de dezembro, o desembargador Wander Marotta, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), negou agravo de instrumento das empresas de ônibus que também pediam reajuste.
Relembre:
Antes, a prefeitura tinha negado pedido de aumento de 10,5% nas tarifas, o que elevaria o preço básico de R$ 4,05 para R$ 4,50. As companhias de ônibus citavam aumentos nos gastos para operarem, como, por exemplo, as elevações sucessivas do óleo diesel ao longo de 2017, com a atual política de preços da Petrobras.
Relembre:
No ano passado, Kalil já tentou realizar uma licitação para auditoria nas contas do sistema, mas o procedimento foi barrado pela Justiça.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Amigos, bom dia.
“…contrato que prevê reajustes anuais.”
É no mínimo curioso.
Se há um contrato ele deve ter sido elaborado com uma base de cálculo; se há previsão contratual o aumento tem de ser dado.
Isto é mais uma prova cabal que as prefeituras trabalham às cegas e que há “gorduras” nas tarifas, senão as empresas já teriam falido.
É o mistério do buzão ou a “caixa preta blindada”.
A solução é a criação da BZ$ o buzão diário, valor que indexa as tarifas face as variações do Diesel.
Não tem como ir contra isso, afinal todo ramo, mercado e produtos estão indexados hoje no Barsil.
E o Parque de Diversão continua firme e forte.
Att,
Paulo Gil