SPTrans explica ônibus com mais de dez anos circulando na cidade de São Paulo, inclusive PBCs

Ônibus da ViaSul. Segundo SPTrans, unidade pode circular porque está no período de prolongamento de vida útil operacional

Segundo gerenciadora, veículos podem ter 11 anos desde que passem por vistorias a cada dois meses. SPUrbanuss diz que 291 ônibus baixados já estão sendo substituídos

ADAMO BAZANI

Após a divulgação da notícia de que a SPTrans determinou a retirada de 291 ônibus com mais de 10 anos de circulação do sistema, no último dia 31 de dezembro, o Diário do Transporte recebeu uma série de manifestações de leitores apontando a circulação de alguns veículos com idade superior a este limite.

A reportagem novamente procurou a SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, que informou por meio de nota que “a idade máxima da frota operacional é de 10 anos”, mas que pode estender este prazo por “até mais 12 meses, desde que veículos nessa condição passem por vistorias bimestrais”

Ainda segundo a gerenciadora, em relação aos 291 coletivos retirados do sistema, os veículos já alcançaram os 10 anos de idade-limite e também já passaram pela prorrogação de 12 meses.

A SPTrans ainda explicou que a idade-limite é contada a partir do ano/modelo do ônibus e não do ano de fabricação.

“A idade do veículo é calculada a partir do modelo, ou seja, se um ônibus foi fabricado em 2007 e tem modelo 2008 ele pode circular, mediante aprovação e vistoria, no máximo, até o ano de 2019.” – exemplificou.

Conforme reportagem do Diário do Transporte de terça-feira, 2, entre os veículos retirados do sistema estão modelos com a configuração PBC – Piso Baixo Central, que são os ônibus que têm escadas na porta da frente e na porta traseira, e no meio há um rebaixamento que obriga degraus internos na parte dianteira e no acesso para a traseira. Mas, conforme nota desta terça-feira, nem todos os PBCs serão retirados do sistema já que segundo a SPTrans, o fator determinante para a exclusão dos veículos não é o modelo, mas a idade.

Assim, segundo o que explicou a SPTrans, podem continuar circulando alguns ônibus ano 2007, inclusive PBCs, desde que obedeçam os critérios de idade e extensão da vida útil operacional

Relembre a matéria aqui:

https://diariodotransporte.com.br/2018/01/02/empresas-sao-obrigadas-a-retirar-291-onibus-antigos-de-sao-paulo-e-tem-um-mes-para-repor/

Os PBCs são muito criticados por passageiros pelo desconforto e dificuldade de circulação interna. Atualmente, os ônibus são de configuração Low Enty, ou seja, o piso baixo se estende da frente até logo depois da porta do meio, com um conjunto de degraus internos para a parte de trás. Os PBCs têm dois conjuntos de degraus.

Na terça-feira, a SPTrans informou que as empresas de ônibus têm até o dia 31 de janeiro para repor todos os 291 veículos que já foram baixados para não faltar coletivo no período depois das férias escolares, quando as tabelas de operação voltam ao normal. Em janeiro, são menos ônibus nas ruas pela demanda menor.

Nesta quarta-feira, 3, o Diário do Transporte procurou o SPUrbanuss, que é o sindicato que reúne as empresas do subsistema estrutural (linhas maiores com ônibus médios ou grandes), que informou, também por nota, que “os veículos que foram baixados pela SPTrans já estão sendo substituídos por novos modelos”.

Ônibus da Santa Brígida que foram baixados, uma das empresas da capital.

Confira as respostas na íntegra para o Diário do Transporte:

SPTRANS:

A SPTrans informa que a idade máxima da frota operacional é de 10 anos. Este prazo pode ser estendido, contratualmente, porém, por até mais 12 meses, desde que veículos nessa condição passem por vistorias bimestrais na SPTrans.

 Todos os 291 veículos com idade máxima de 10 anos mais 12 meses já foram retirados da frota.

 A idade do veículo é calculada a partir do modelo, ou seja, se um ônibus foi fabricado em 2007e tem modelo 2008 ele pode circular, mediante aprovação e vistoria, no máximo, até o ano de 2019.

 Quanto à mensagem do leitor sobre o ônibus de prefixo 5 1664, a SPTrans esclarece que o ano/modelo de fabricação é 2007. Sendo assim, ele pode operar em 2018, desde que obedeça as condições de manutenção, segurança e vistoria exigidas por contrato.

 Importante ressaltar que as áreas de Cadastro e Engenharia Veicular da SPTrans comunicam com antecedência o cronograma de substituição desses veículos aos operadores, e também intensificam as vistorias de rotina sobre esses ônibus.

SPURBANUSS:

As empresas concessionárias – por meio do SPUrbanuss – informam que os veículos que foram baixados pela SPTrans já estão sendo substituídos por novos modelos. Os ônibus ainda em circulação, como registrado por alguns passageiros, ainda não passaram pelo processo de “descaracterização”, pela SPTrans, ou seja, não foram retirados da frota operacional; mas, serão desativados assim que o processo for concluído.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

16 comentários em SPTrans explica ônibus com mais de dez anos circulando na cidade de São Paulo, inclusive PBCs

  1. E os topbus(veiculos de 27 metros) da viação cidade dutra do ano de 2006? Ainda estao circulando, hoje mesmo pude ver um. 61864

  2. No Chile, as operadoras ganham dois anos extras se instalam filtros de controle total de emissão de material particulado. Um acordo de ganha ganha para a cidade e para a Saúde Pública.

  3. Se o carro estiver bom de motor e bem conservado deixar circular…..para que desperdiçar dinheiro…por isso o preço da tarifa é alta!!!! Somo um pais de 4º mundo e não podemos ficar no luxo de imitar o sistema de onibus do 1º mundo, pois lá o governo incentiva o transporte aqui se o governo poder exfolar as empresas eles esfolam mesmo

    • William de Jesus // 4 de Janeiro de 2018 às 12:07 // Responder

      Cara, você é louco?! A tarifa não é cara por isso, e sim por causa das gratuidades. Cada passageiro custa mais de R$6 e a prefeitura cobra só R$4. Ainda bem que você nao é empresário de onibus..

      • Wiiliam respeito sua opiniao mais discordo dele…pois nao.estou louco…,se vc ja teve automovel vc sabe que se vc estabeler um prazo para trocar de carro vc tera que pagar mais….se vc de 4 em 4 anos comprar um.carro novo vc tera menos capital para outros investimentos, porem se vc demorar 10 anos para trocar um carro vc nesse prazo guardara dinheiro e podera compra-lo a vista evitando pagar em dobro os financiamentos…..isso tb se aplica a empresas de onibus, se o prazo maior para trocar de onibus, a empresa tera tempo de levantar recursos maiores para na hora da troca mao pagar juros abusivos no financiamento do referido…,,,sendo assim a tarifa pode ser barateado….,eu nao disse que a tarifa e cara por.conta da vida util, eu quis dizer que o.pais esta em crise…,,nao podemos dar o o luxo de onibus de primeiro mundo, pois a divida esta aumentando e.estao tirando dinheiro dw outras pastas para os onibus……tirando da saude da educacao do recapeamento das vias…..,vc como eu nao queremos isso..,,por isso sou a favor do aumento da vida util…e da necessidade dos traseiros ter que ser O500, por que nao colocar Oh1621……..temos que conter gastos pois futuramente isso sera repassado para o Iptu…e sera que eu ou vc estaremos empregados para pagar o Iptu qdo isso acontecer…….,minha opiniao e essa e respeito a sua……bom fim de semana

  4. Amigos, boa noite.

    Comédia.

    Então o prazo de validade do buzão de Sampa não é de 10 anos e sim de 11.

    Pra que facilitar né, se pode complicar.

    Precisão não é o forte do puuuuuuuuuuuuuuuuder.

    Então não precisa de tanta choradeira.

    Vistorias bimestrais…

    Eu já andei de buzão até com goteira.

    KKKKKKKKKKKKKKK

    Teoricamente tudo é perfeito, mas na prática …

    Att,

    Paulo Gil

    • Marcos, a nossa passagem e mais cara do que de muitos paises de 1º mundo, entendio sua colocação mas os nosso empresários se aproveita de não terem concorrência para rodarem com ônibus, velhos, um engenheiro mecânico falou que um ônibus urbano com 3 anos já não e novo, com 5 anos e velho, com 7 e muito velho e com 10 não teria mais que estar rodando, ele rodão quase que dia e noite, pegue um carro novo e poem para rodar 5 anos 16 a 18 horas por dia veja o estado dele depois de 1 ano.

  5. Esse ônibus antigos poderia substituir os ônibus que os vândalos queimar não é justo sempre que queimarem um ônibus colocar um novo no lugar

  6. O Problema nem eh o onibus de 2007, tem varios de 2006 ainda operando por ai, que ja passaram do prazo de 12 meses….
    Lembro que em agosto tinha onibus de 2004, ou seja 13 anos operando

  7. SDTConsultoria em Transportes // 4 de Janeiro de 2018 às 11:57 // Responder

    Bom dia ! Vocês conhecem a TRANS SANTIAGO . eu conheço e estou regularmente atendendo algumas empresas no que diz respeito às avaliações técnicas e performance. Posso assegurar a vocês que o Conceito é EXEMPLAR , mas a prática é extremamente precária. A licitação que ocorreu em 2005 com previsão de encerramento para 2015 , foi postergada pelo Ministério dos Transportes ( Aditivo Contratual ) até 2018 , pois como sabem o que priorizou a TRANS SANTIAGO foi o MEIO AMBIENTE . Parte se não a totalidade dos ônibus operando são produzidos no Brasil e havia previsão de produzirmos os ELÉTRICOS , HÌBRIDOS … e os demais atendendo a GERAÇÃO EURO VI . As empresas já tem acesso ao Edital para nova Licitação deste ano ( algumas brasileiras estão no páreo ) .
    Lá também tem ônibus pegando fogo ( necessariamente não somente vandalismos…) Concordo que não devemos nos espelhar em outros mercados por uma série de razões , são eles que devem nos copiar , aliás foi isto que ocorreu com a Trans Mienium em Bogotá , com a Trans Santiago em Santiago. É fato que em alguns centros copiados do Brasil ,houve evolução significativa. Nós temos muito que aprender ( se os políticos se conscientizarem e ao invés de atrapalhar se convencerem de que o TRANSPORTE PÚBLICO é prioridade ), mas temos muito para ensinar. Feliz 2018 !

  8. Ismael de Jesus Silva Mendes // 4 de Janeiro de 2018 às 13:17 // Responder

    A Sambaíba possui além dos PBCs ela tem também uns urbanuss plus da buss da busscar da série 22 5XX que são de ano/modelo 2005/2006 e 2006/2006.

  9. DARCI CARLOS CABETE // 10 de Março de 2018 às 01:16 // Responder

    Sambaíba com diversos ônibus de 2006 e 2007 circulando. Se 10 anos (que pode ser 11 anos), somente deveriam haver de 2008 para cá. 2008/2017 = 10 anos e 2018 seria o 11o ano em operação. E sem contar que os ônibus dessa empresa quebram demais, principalmente os que possuem motor traseiro. Diversos carros quebrados todos os dias.

  10. A Sambaiba foi a única empresa que não renovou a frota de PB’s.
    Os últimos que chegaram foram aqueles basicões de ar condicionado em 2016 e só!

  11. Pessoal chato. O amigo Marcos está mais que certo, se está conservado tem que rodar mesmo. Aí depois que estão apodrecendo em pátios por aí ficam de mimimi reclamando

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