CPTM finaliza instalação de borrachões nas estações Luz e Brás

Estação da Luz
Estação da Luz. Foto: Caio Pimenta/SPTuris.

Artefato foi prometido em agosto pelo Secretário dos Transportes Metropolitanos. Instalação deve estar completa até 15 de janeiro de 2018

ALEXANDRE PELEGI

A agência Mural, em agosto deste ano, realizou um levantamento por meio da Lei de Acesso à Informação em que revelou que 989 pessoas se machucaram em 2016 no embarque e desembarque dos trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Isso significa quase 3 acidentes por dia. O motivo: o vão entre os trens e as plataformas nas estações é, em média, de 18 cm, bem superior ao recomendado pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, de dez centímetros.

A CPTM anunciou em outubro que começaria a resolver o problema. Já havia inclusive assinado um contrato para a instalação de borrachões nas plataformas da estação da Luz e do Brás. Eles visam diminuir a distância entre os trens e a plataforma, e assim diminuir os riscos de acidentes.

O prazo máximo para a execução do serviço, já comum em estações do metrô, seria até o fim de 2017. O secretário Clodoaldo Pelissioni afirmou à época que a Estação da Luz seria o foco de uma ação emergencial, “porque verificamos que pouco mais da metade dos acidentes ocorre na Luz, que tem um grande movimento”.

Dezembro está chegando ao fim, e a CPTM já instalou uma plataforma de borracha (ou borrachão) nas duas estações. Mas os serviços devem ser concluídos totalmente no dia 15 de janeiro de 2018.

Apesar disso, os borrachões já estão funcionando, e passaram no teste dos passageiros, que querem que o artefato seja aplicado em todas as estações da Companhia, onde o perigo é grande.

Como exemplo máximo de risco de queda de passageiros entre o trem e a plataforma tem-se a estação Aracaré, da linha 12 (Brás – Calmon Vianna), que possui o maior vão entre trens e plataforma dentre todas as estações da Companhia: 46 centímetros.

O problema principal da diferença na largura dos vãos se deve aos trens de carga, que circulam na mesma rede dos trens de passageiros da CPTM. A única forma de tirá-los do sistema seria o governo federal construir o Ferroanel Metropolitano, uma nova rede ferroviária contornando a cidade que vem sendo planejada há pelo menos 50 anos.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    No caso da CPTM ainda deve se considerada a ALTURA entre o trem e a plataforma, não é só a distância.

    E na Estação de Presidente Altino, o vão e a altura são consideráveis também, principalmente com os trens CAF.

    O borrachão utilizado é similar ao do metrô ?? A foto não mostra, pois deve ser antiga.

    Outro dia pensei em algo inflável, além da sugestão que eu já enviei à CPTM há quase uma década e a mais recente postada aqui no diário de utilizar o mesmo sistema do buzão de Curitiba.

    ACELERA CPTM, este problema existe há mais de 50 anos.

    Att,

    Paulo Gil

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