Assembleia paulista autoriza empréstimo de R$ 2,5 bilhões para concluir monotrilhos
Publicado em: 23 de dezembro de 2017
Alesp terá ainda de aprovar o orçamento de 2018 e a votação das contas do governo paulista de 2017
ALEXANDRE PELEGI
Foi aprovado na noite desta sexta-feira (23) o empréstimo solicitado pelo Governo Alckmin de quase R$ 2,5 bilhões. A intenção do governador é contrair empréstimos junto a bancos nacionais e internacionais para concluir as obras dos monotrilhos das linhas 15-Prata e 17-Ouro, e também da Rodovia dos Tamoios.
Ficou para a próxima terça-feira (26) após o Natal a votação das contas de 2017 do governo paulista. Nesse dia deve ser votado ainda o orçamento do Governo do Estado para 2018.
A pressa dos deputados é aprovar estas medidas antes do recesso. Caso os projetos fiquem para 2018, o governo de SP terá apenas R$ 18 bilhões para gastar, 1/12 do orçamento total previsto para 2018.
O empréstimo bilionário solicitado pelo governador Alckmin para concluir obras de transporte público foi enviado à Alesp em forma de projeto de lei, que autoriza o Estado a contratar mais de R$ 2,5 bilhões.
O financiamento solicitado e aprovado pelos deputados já estava previsto há muito tempo, como disse o Governador em outras ocasiões. “É pra gente concluir três obras: a linha 15, que é a da Zona Leste, até Sapopemba e São Mateus, a linha 17, que é do Aeroporto de Congonhas, e a Rodovia Tamoios, que é a nova rodovia na Serra do Mar”, disse Alckmin em entrevista no começo deste mês, emendando: “obra desse porte não dá para fazer só com orçamento do estado”.
SOBRE AS OBRAS QUE RECEBERÃO OS APORTES DOS EMPRÉSTIMOS AUTORIZADOS
Linha 17-Ouro
O valor solicitado pelo governo no PL é de R$ 1 bilhão. O objetivo é “o financiamento parcial de projetos, execução de obras civis, aquisição de equipamentos, sistemas e de material rodante”.
O governo de SP estipulou, também, nova data para a entrega da Linha 17: julho de 2019.
O monotrilho da Linha 17-Ouro (que ligará o aeroporto de Congonhas às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda da CPTM) sofreu vários questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que chegou a afirmar: “O Metrô embarcou em uma aventura quando decidiu construir a Linha 17-Ouro e gastou dinheiro público de forma irresponsável”.
Com o atraso na entrega, o custo da Linha 17-Ouro disparou: dos R$ 1,3 bilhão previstos inicialmente, deve chegar agora a R$ 3,5 bilhões.
Linha 15-Prata e Tamoios
A implantação do monotrilho da Vila Prudente-Iguatemi receberá do total aprovado pela Alesp um empréstimo de R$ 324 milhões, cujo destino será “o financiamento parcial das obras civis”. O que foi aprovado nesta sexta-feira pela Alesp garante a execução do projeto e não aumenta a dívida do estado.
Outros R$ 900 milhões foram solicitados para a Parceria Público-Privada (PPP) da Rodovia Tamoios, que pretende ligar o Vale do Paraíba ao Porto de São Sebastião.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Amigos, boa noite.
Como é fácil fazer cortesia com o chapéu do contribuinte.
Mais uma conta par ao contribuinte e o passageiro pagarem.
E todo o relaxo que já ocorreu, ninguém será responsabilizado ??
Arrrrrrrrrrrrrrrgh.
Att,
Paulo Gil
não ficou bem esclarecido o destino dos 2,5 bilhoes