Ônibus de Quito (Equador) têm uma das melhores redes de Wi-Fi do mundo
Publicado em: 21 de dezembro de 2017
Empresa Pública de Transporte contou com a ajuda técnica da multinacional chinesa Huawei, que eliminou zonas de sombra nos trajetos cobertos por ônibus
ALEXANDRE PELEGI
O sonho de consumo de todo cliente do transporte público no Brasil já foi resolvido em Quito, capital do Equador: lá, a Empresa Pública Metropolitana de Transporte de Pasajeros de Quito, que atende pela “pequena” sigla EPMTQP, estão entre os mais conectados do mundo.
Talvez o projeto desenvolvido por eles ajude a prefeitura de São Paulo a atingir, com a mesma qualidade, a meta definida no edital recém-lançado para o sistema de ônibus da capital. Uma das metas de modernização dos ônibus prevê a instalação de Wi-Fi em toda a frota municipal.
Em Quito, no entanto, tudo deu certo graças à ajuda técnica da multinacional chinesa Huawei, que conseguiu elimina as zonas de sombra nos trajetos cobertos pelo transporte coletivo, o que inclui ônibus elétricos e convencionais, e os bondes da cidade.
A EPMTQP primeiramente elencou as barreiras que normalmente impedem os usuários de se se manterem conectados em veículos em movimento. E chegaram a uma lista das principais: largura de banda, cobertura de alta densidade e estabilidade.
No caso da largura de banda, o primeiro desafio foi atender a vários passageiros simultâneos. Sim, porque a frota da EPMTQP é formada, em sua maioria, por ônibus biarticulados, com cerca de 30 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 225 passageiros.
Além disso, a banda deveria ser capaz de suportar três câmeras de vigilância por vídeo de alta definição (HD) em cada veículo, uma medida que a concessionária planeja para breve.
A cobertura de alta densidade envolve o percurso feito pelos ônibus em Quito, constituído por vias elevadas, áreas urbanas e subúrbios.
A Huawei, em documento oficial sobre o projeto, explica a dificuldade: “É extremamente difícil oferecer serviços de Wi-Fi de alta qualidade em veículos fechados, com muitos passageiros, em ambientes eletromagnéticos complexos”.
Por fim, a estabilidade como o terceiro desafio. Ela é essencial para a EPMTPQ manter a transmissão de imagens e garantir a segurança de sua frota em casos de emergência ou risco de assaltos.
Com os problemas postos na mesa, a Empresa Pública Metropolitana de Transporte em parceria com a Huawei montou a rede local sem fio (WLAN), combinando dois pontos de acesso dentro dos ônibus, um frontal e outro na parte traseira dos veículos, e estes combinados com estações terrenas.
A empresa chinesa lançou mão de recursos para otimizar a rede, como o soft switching (assegura grande largura de banda), um pequeno delay (atraso) e a utilização simultânea de múltiplos usuários.
Outra característica: a avaliação de qualidade do link em tempo real, que funciona quando um veículo está em movimento. O ponto de acesso (AP) montado no veículo avalia a todo instante a qualidade de cada link, e elimina dinamicamente aqueles de baixa qualidade. Ao mesmo tempo estabelece novos links com APs na área próxima (track-side), que possuem sinais de alta qualidade transmitidos adiante.
Para planejar a infraestrutura de todo o sistema, foi considerada a variedade de ambientes reais de Quito, o que inclui plataformas de estação e estradas elevadas, retas e sinuosas. A
A fabricante chinesa garante que a solução desenvolvida ajuda a EPMTPQ a obter imagens satisfatórias de vigilância por vídeo em HD, o que permite ao pessoal de operações e manutenção (O&M) observar claramente o status do veículo em tempo real.
Já os passageiros, mesmo durante as horas de pico, estes conseguem navegar por sites, enviar e receber e-mails, baixas músicas e carregar fotos. Ou seja: o sonho de consumo de todos os clientes do transporte público do país.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Amigos, bom dia.
Tá vendo buzão de Sampa, como se resolve problemas.
COM TÉCNICA.
O resto é balela.
Se não sabiam, espero que agora tenham aprendido com este exemplo.
“A menor distância entre dois pontos é uma RETA”.
E nada de buzão com degráu ALTO INTERNO.
Att,
Paulo Gil