Quatro empresas de ônibus paradas no Rio de Janeiro

Madureira Candelária é uma das empresas afetadas

Sindicato das viações diz que pede apoio da Guarda Municipal para proteger funcionários que querem trabalhar

ADAMO BAZANI

Passageiros que dependem de quatro empresas de ônibus no Rio de Janeiro encontram dificuldades na manhã desta terça-feira, 28.

Estão paralisadas na zona Norte as seguintes companhias, que integram o Consórcio Internorte: Viação Nossa Senhora de Lourdes, Rubanil, América e Madureira Candelária.

A Nossa Senhora de Lourdes, que ontem também teve os serviços paralisados, diz ter feito um acordo para parcelar o 13º salário dos rodoviários. Segundo o Rio Ônibus, sindicato das empresas, uma parcela dos trabalhadores não aceitou e impede a saída dos veículos da garagem.

Em nota, o Rio Ônibus e o Consórcio dizem que já pediram apoio à GCM para proteger os funcionários que querem trabalhar.

Na Viação Nossa Senhora de Lourdes, 13 veículos já estão nas ruas e mais de 133 estão prontos para entrar em operação. Ontem, a empresa e os funcionários chegaram a um acordo para o pagamento do 13° salário.  É importante ressaltar que a Lourdes nunca atrasou os salários dos rodoviários e propôs o parcelamento do 13° para manter os pagamentos em dia.

O Consórcio Internorte está notificando a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Transportes para que acionem a Guarda Municipal,  uma vez que a maioria dos rodoviários quer voltar ao trabalho imediatamente mas está sendo impedida por uma minoria que não concorda com o acordo.

Já as outras três empresas são acusadas pelos trabalhadores de não pagarem salários, a primeira parcela do 13°, férias e cesta básica.

O Rio Ônibus diz que as companhias estão em negociação

As empresas Rubanil, América e Madureira Candelária informam que estão em negociação com os rodoviários que realizam uma paralisação e impedem os ônibus de sair da garagem devido ao atraso de salário. 

Desde o início do ano, o Rio Ônibus vem alertando para a crise do setor, agravada pelo congelamento da tarifa e pelas reduções no valor determinadas pela Justiça. Isso contribui para a piora na qualidade do serviço e para o risco de fechamento de empresas, prejudicando 4 milhões de passageiros que usam os ônibus todos os dias e colocando em risco o emprego de 40 mil rodoviários.

O Rio Ônibus defende que uma auditoria independente indique o valor justo da tarifa para a cidade; e está à disposição para o diálogo com o poder público.

Em entrevista ao G1 nesta manhã, o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores do Rio de Janeiro (Sintraturb), Sebastião José, diz que pode haver greve geral na categoria.

“Sinceramente, em 37 anos de sindicalismo jamais presenciei uma situação tão caótica no transporte da cidade. No dia 29 teremos uma sessão no TRT (Tribunal Regional do Trabalho)para decidir o reajuste salarial da categoria e no dia 30 vamos realizar uma assembleia geral da categoria para decidir qual a posição que será tomada. Uma paralisação por tempo indeterminado não está descartada. Os profissionais não aguentam mais tanta escravidão”

Em matéria exclusiva, o Diário do Transporte revelou que o Rio Ônibus estima prejuízo acumulado até o final do ano de quase R$ 400 milhões, principalmente devido às reduções e congelamentos tarifários. Relembre

https://diariodotransporte.com.br/2017/11/22/exclusivo-empresas-de-onibus-do-rio-estimam-prejuizo-acumulado-de-quase-r-400-milhoes-ate-o-final-do-ano/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. keile disse:

    Esta é mais uma greve armada por empresários para forçar a justiça e a prefeitura a recuarem em relação a redução do valor da passagem e a volta dos cobradores.
    E tudo armado não querem pagar os direitos dos trabalhadores de proposito.

  2. helcimar bento disse:

    essa bagunça tem que acabar de uma vez por todas empresarios cheios do dinheiro querem mandar em tudo e deixar o trabalhador morrer de fome alguem do mp tem que acabar com esses caras botando todo mundo na cadeia e dando os devidos direitos aos trabalhadores e condições de trabalho porque se chegou nesse estado a culpa tambem e do orgão fiscalizador

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