Aracaju reavalia Plano de Mobilidade e estuda trocar BRT por BRS

Em 2013 o então prefeito João Alves Filho (DEM) chegou a apresentar este veículo da Marcopolo como exemplo dos articulados que rodariam no futuro corredor BRT de Aracaju. Projeto foi descartado, e novos corredores BRS foram projetados (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Objetivo é implantar um sistema rápido de transporte público, e BRT não seria um sistema suportável para o viário da cidade

ALEXANDRE PELEGI

Mudou o prefeito, e os planos para o transporte público de Aracaju mudaram.

Ou, como informa a Superintendência de Transporte e Trânsito (SMTT) da capital do Sergipe, o Plano de Mobilidade Urbana da cidade passa por modificações.

O objetivo é implantar um sistema rápido de transporte público. Mas na ótica atual, atualmente em análise na SMTT, sai o BRT (Bus Rapid Transit), idealizado pelo ex-prefeito João Alves Filho (DEM), e entra o BRS (Bus Rapid Service), conforme orientação do atual prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B).

Apesar de letras parecidas, os conceitos são bem diferentes, o que levou a equipe técnica da Prefeitura de Aracaju a se convencer de que o BRT não é um sistema ideal para a cidade.

Os motivos alinhados pela SMTT estão no cerne do que constitui o padrão dos modernos corredores de Bus Rapid Transit: ele exige linhas exclusivas de ônibus, que as faixas sejam segregadas (separadas fisicamente), com pistas largas para ultrapassagem e ainda com a implantação de estações no canteiro central da via. Este rol de características inviabilizaria sua aplicabilidade diante da dimensão dos corredores viários da capital Aracaju.

A opção pelo BRS estaria mais de acordo com as características físicas do viário local. Os corredores desse sistema exigem apenas a separação da pista, com faixas exclusivas pintadas, que podem ser compartilhadas por veículos de passeio em determinados horários, nos momentos de menor movimentação. São similares às chamadas “faixas exclusivas” comuns em São Paulo, onde se permitiu de uns tempos pra cá o uso de táxis com passageiros.

Enquanto a SMTT estuda, não há definição para a implantação deste novo sistema. Na verdade, todo o plano de mobilidade urbana de Aracaju está em fase de estudos.

Como noticiamos recentemente, as faixas exclusivas já vêm sofrendo oposição constante na cidade, sendo foco de intensa batalha judicial. Nesta semana a Justiça exigiu que a Prefeitura retire as placas indicativas de faixas exclusivas para ônibus. A decisão é do juiz Marcos de Oliveira Pinto, da 12ª Vara Cível da capital sergipana.

O juiz alega que a sinalização de exclusividade de faixa só deve valer após iniciadas e concluídas as obras, ainda em fase de licitação, de implantação do sistema BRT (ou BRS).

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/11/21/justica-manda-prefeitura-de-aracaju-retirar-placas-indicativas-de-faixas-exclusivas-de-onibus/

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    É isso ai, quando não há espaço e nem dinheiro do contribuinte para fazer BRT o negócio é fazer as faixas a lá Paulo Gil, conforme já sugeri há anos no antigo Blog do Ponto de Ônibus, hoje Diário do Transporte.

    É isso ai, e o ex prefeito de Sampa, até ganhou um prêmio internacional.

    Agora aguardo aqui em Sampa a rede a lá Paulo Gil, formada pelo micros e pelo AEROMÓVEL.

    BRT ou aquele outro high tech de NIterói, só em vídeo ou para quem tem dinheiro para desapropriar, fazer e pagar toda$ a$ conta$.

    Att,

    Paulo Gil

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