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Metrô de Fortaleza: tatuzões comprados em 2013 seguem desmontados

Linha Leste, orçada em R$ 2,3 bilhões, deveriam encerrar em novembro de 2018. Obras, que sequer começaram, seguem abandonadas

ALEXANDRE PELEGI

Continua a novela das obras do Metrô de Fortaleza. A Linha Leste é o caso mais grave, pois sequer começou – a obra, orçada em R$ 2,3 bilhões, avançou apenas 1% desde que o contrato foi assinado no final de 2013, e sequer tem previsão de retomada.

A Linha Leste, que fará a conexão do Centro da capital com o bairro Edson Queiroz, foi assumida em outubro de 2013 pelo consórcio Cetenco-Acciona, vencedor da licitação.

Em 2015, a Cetenco, líder do consórcio, abandonou o empreendimento alegando atrasos no pagamento por parte do governo do estado. Em seu lugar entrou a Construtora Marquise S/A.

As obras que deveriam encerrar em novembro de 2018, seguem abandonadas.

As peças de quatro tatuzões – máquinas tuneladoras usadas para perfuração dos túneis, estão abandonadas em um dos canteiros de obras, expostas às condições do tempo.

Em matéria que publicamos em setembro, a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra) informava que tinha iniciado as montagens das quatro tuneladoras. As máquinas, adquiridas pelo Governo do Ceará, custaram mais de R$ 138 milhões. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/09/23/obra-da-linha-leste-do-metro-de-fortaleza-ainda-sem-previsao-de-reinicio/

Agora, de acordo com o governo do Ceará, os equipamentos vão passar por revisão. E a previsão para entrarem em operação é no segundo semestre de 2018. Isso, claro, se os recursos federais para a obra forem liberados, situação que só ocorrerá, de acordo com o Ministério das Cidades, quando houver uma proposta viável do governo do Ceará e as obras começarem.

Veja o vídeo da maquete eletrônica da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, postado no Youtube em 2013:

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

 

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