Preço do diesel já subiu mais de 8% após nova política de preços da Petrobrás

Ônibus em Salvador. Como em todo o país, aumentos do diesel impactaram nos custos do setor. Foto: Tiago Cleber

Diesel em alta pressiona custos operacionais das empresas de transporte público coletivo

Alexandre Pelegi

A Petrobras reage à variação dos preços dos combustíveis no mercado internacional.

Esta frase simples e direta resume a atual política de preços da estatal, e foi dita à imprensa nesta terça-feira pelo presidente da empresa, Pedro Parente.

Parente explicou os aumentos expressivos nos preços da gasolina, diesel e gás de botijão em 2017, devido a fatores diversos, como impactos de furacões nos Estados Unidos e alta de impostos.

Desde o dia 4 de julho, data em que a Petrobras passou a adotar a política de ajustes diários dos preços dos combustíveis, como forma de evitar perda de participação no mercado, quem tem sofrido é o setor de transporte coletivo urbano, diante do impacto nos custos operacionais.

Somente na última semana, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) apontavam que o diesel era vendido a R$ 3,22, um aumento de R$ 0,24 acima do registrado antes de a empresa alterar sua política de preços. Alta de mais de 8% no período.

Dentre os eventos que impactaram nos reajustes, Pedro Parente citou o aumento das alíquotas de PIS/Cofins promovido pelo governo no fim de julho e os impactos do furacão Harvey em refinarias americanas.

As prefeituras de todo país têm sofrido pressões constantes das empresas que operam o sistema de transporte coletivo, já que o custo do diesel reflete diretamente nas tarifas praticadas em todas as cidades do País.

No dia de 2 de agosto de 2017 publicamos entrevista com Otavio Cunha, presidente da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, entidade que reúne no Brasil mais de 500 companhias de ônibus. Nesse dia ele anunciava um impacto de R$ 850 milhões nos custos do transporte coletivo após a aumento da tributação do PIS/Cofins sobre os combustíveis. Justamente o imposto que Pedro Parente, presidente da Petrobras, usou com justificativa para majorar o valor dos combustíveis. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/08/02/entrevista-aumento-de-diesel-trara-impacto-de-r-850-milhoes-nos-custos-do-transporte-coletivo/

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Isto é simples.

    Não dá mais para a iniciativa privada operar buzão no Barsil, sem planilha B.

    Portanto preparem-se para segurar o abacaxi.

    Afinal nenhum empresário do mundo é instituição de caridade.

    Muiiiiiiiiiiito em breve tudo CMTC.

    Alguém duvida ???

    Cadê o buzogás da Gato que ia rodar na 874-C ??

    Cadê o Millenium BYD que ia rodar na Ambiental ??

    Em breve o centro de Sampa será fechado para o buzão.

    KKKKKKKKkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    MUDA BARSIL ACORDA SMAPA.

    Att,

    Paulo Gil

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