Estudantes propõem em laboratório da EMTU e Metra sensores que mostram poluição dos ônibus em tempo real

Publicado em: 24 de outubro de 2017

Ônibus midi metropolitano. Sensores podem ajudar na fiscalização pela população

De acordo com ideia em laboratório da gerenciadora, mantido por operadora, dados serão abertos e sistema poderá auxiliar fiscalização do cumprimento de metas de redução de emissões

ADAMO BAZANI

A questão das emissões de poluentes pelos ônibus tem ganhado cada vez mais destaque, principalmente, diante da licitação da capital paulista que só deve ser realizada após a alteração em artigo da Lei de Mudanças Climáticas, de 2009, para a criação de um novo cronograma de substituição dos veículos a diesel por coletivos menos poluentes e da elaboração de metas de redução de poluentes.

Uma das discussões, entretanto, é como acompanhar de maneira fiel se estas metas realmente têm sido cumpridas. Quem vai passar essas informações para o poder público? As próprias empresas que serão fiscalizadas?  Dá para confiar? Os números serão por amostragem das garagens?

Uma tecnologia proposta por estudantes no laboratório de inovação da EMTU, mantido em parceria com a operadora do Corredor ABD, Metra, pode trazer mais confiabilidade a esses dados.

De acordo com os estudantes, já é possível implantar sensores que ficarão permanentes nos escapamentos dos ônibus. A novidade está na criação do sistema que integra os dados captados por esses sensores ao GPS dos ônibus e consegue transmitir em tempo real a quantidade de emissões de cada veículo de transporte coletivo. Os sensores de poluentes também seriam instalados nas entradas das garagens e terminais para mensurar a concentração de emissões quando há vários ônibus juntos. Esses dados, inclusive, poderiam ser abertos à população.

Atualmente, frotas de ônibus como da capital de São Paulo e da região metropolitana são inspecionadas periodicamente pelos órgãos gestores, a exemplo da SPTrans – São Paulo Transporte e EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. Entretanto, no período entre uma inspeção e outra, pode haver problemas de desregulagem e gerais na parte mecânica dos ônibus, que aumentam as emissões de cada veículo.

Com a proposta, também será possível monitorar cada trecho das linhas quanto à poluição e adotar medidas mais pontuais.

A ideia é dos estudantes Giovanni Bevilacqua, Vivian Baena, André Arahawa e Pedro Luiz Silveira.

“O sensor captará emissão em tempo real e terá leituras mais dinâmicas. Se o veículo estiver poluindo além do permitido, será possível perceber rapidamente e evitar multa”, explica Giovanni à imprensa do Governo de São Paulo. “Também será possível identificar problemas nas velas, bombas injetoras e outros problemas mecânicos”, acrescenta.

No laboratório também são desenvolvidas outras ideias, como a cobrança de tarifa de ônibus de acordo com o quanto o passageiro anda, por trecho, com a novidade de ser integrada com o GPS dos ônibus, mostrando o comportamento da demanda, ou seja, ponto se conexão e regiões de embarque e desembarque com maior ou menor demanda de acordo com cada hora do dia.

Outra proposta que será desenvolvida é um aplicativo que mostra aos passageiros quais ônibus estão mais ou menos lotados na linha, para facilitar a escolha na hora de usar o transporte coletivo. Muitas vezes, vale mais a pena deixar um ônibus lotado passar e esperar o próximo mais vazio que já está bem perto. Mas essa decisão é difícil porque o passageiro hoje não sabe da lotação do próximo ônibus e nem sempre ao certo quando o veículo vai passar.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/10/20/laboratorio-da-emtu-estuda-sistema-para-cobrar-tarifa-proporcional-ao-trecho-que-o-passageiro-usar-da-linha-de-onibus/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    A ideia é ótima, mas não vai vingar.

    Vai ter empresa no ABC que não conseguirá rodar.

    Uma ideia que eu já dei a uma pessoa uma vez é que os buzões ao sair das garagens deviam ser escaneados em 3D e ter sua imagem armazenada.

    Na volta escaneava de novo e um software fazia as comparações se houve algum dano na lataria.

    Isto sim seria muito bom para a empresa e para o piloto também.

    Mais uma ideia a lá Paulo Gil.

    Não esqueçam dos meus royalties.

    Att,

    Paulo Gil

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