CPTM promete concluir obras de acessibilidade das estações Braz Cubas e Estudantes até dezembro

Foto: Eisner Soares / O Diário - Mogi (foto meramente ilustrativa)

Intervenções nivelarão diferença de altura entre as portas dos trens e a plataforma das duas estações da Linha 11-Coral

ALEXANDRE PELEGI

A CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos garante que a obra de acessibilidade e mobilidade nas estações Braz Cubas e Estudantes, da Linha 11-Coral, estará pronta em dezembro. As obras começaram em junho nas duas estações.

O principal problema se refere à diferença de altura entre as portas dos trens e a plataforma. Por esse motivo está sendo realizado o alteamento do piso.

Na estação Braz Cubas as obras da CPTM abrangem ainda rampas, corrimão, mapas e rotas táteis, além de vaga de embarque e desembarque preferencial, rebaixamentos de calçada e passarela assistida para travessia de usuário com mobilidade reduzida entre as plataformas.

O investimento é de cerca de R$ 1,1 milhão.

Já na estação Estudantes a CPTM realiza obras de implantação de rampas, rebaixamento de calçadas, mapas e piso tátil e banheiro adaptado. O investimento nessa intervenção é de cerca de R$ 680 mil.

DINHEIRO DO PAC NÃO VEIO:

A CPTM contava com recursos federais, prometidos pelo Governo por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade para reconstrução ou modernização das estações, desde 2014.

No final de dezembro de 2016 o Ministério das Cidades, através de portaria, excluiu o projeto de modernização das estações da CPTM.

O Governo de São Paulo decidiu então realizar as intervenções de acessibilidade nas estações com recursos próprios.

“CUIDADO COM O VÃO ENTRE O TREM E A PLATAFORMA”:

O vão entre trens e plataformas tem sido um dos grandes e recorrentes problemas da CPTM. Além da distância, o desnível da altura também tem contribuído para a ocorrência de uma série de acidentes nas estações da Companhia.

Um levantamento da Agência Mural mostrou que quase mil pessoas se machucaram em 2016 no embarque e desembarque dos trens da CPTM. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/08/10/cerca-de-mil-passageiros-se-machucam-por-ano-na-cptm-no-vao-entre-o-trem-e-plataforma/

Muito além da acessibilidade, o problema tem afetado milhares de pessoas que circulam diariamente pelas composições da estatal paulista, que tem se desdobrado para resolver problemas que, muitas vezes, dependem de soluções que fogem de sua alçada (como é o caso do ferroanel, solução que depende de iniciativa federal, e que se arrasta há décadas, e que tiraria dos trilhos da Companhia os comboios de carga).

Um dos problemas está na composição da frota de trens da Companhia, bastante diversificada: há desde trens dos anos 1950, reformados inúmeras vezes e ainda em operação (caso, por exemplo, da linha 7-Rubi), até modelos recentes com padrão correspondente ao do metrô. Cada trem tem uma altura, sendo que os mais modernos possuem uma extensão nas portas para reduzir a distância até a plataforma.

Outro problema é a forma das estações, algumas delas muito antigas e feitas em curva, o que não permite o encaixe perfeito entre composição e plataforma. É o caso da estação de Francisco Morato, onde o vão, na mesma plataforma, varia de 15 cm a 30 cm.

A Linha 11-Coral, a mais movimentada da CPTM, sofre com o problema do desnível entre trem e plataforma. Em quatro estações o vão fica mais alto do que a altura do vagão, situação que varia dependendo do modelo de trem. Há casos em que esse desnível alcança 20 centímetros de diferença.

Aos poucos a CPTM começa a mitigar alguns dos problemas, como é o caso da Estação Luz, onde ocorre pouco mais da metade dos acidentes. Conforme noticiamos, a Companhia assinou um contrato de R$ 539 mil para a instalação de borrachões nas plataformas da estação, com prazo máximo para a execução do serviço até o fim deste ano. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/10/13/cptm-assina-contrato-para-reduzir-acidentes-nas-plataformas-da-estacao-da-luz/

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Problema recorrente não.

    Crônico, pois estes vãos e alturas existem há mais de 55 anos.

    Claro que variando de época em época, mas sempre existiram.

    A solução é que não chega mesmo.

    Sem contar que há uns 5 anos eu já enviei uma sugestão à CPTM, mas …

    Preferem colocar borrachão ao invés de fazer algo técnico e mais elaborado.

    Att,

    Paulo Gil

  2. orlando silva disse:

    Exagerado esse Paulo Gil….55 anos e não foi corrigido…se oriente. Os passageiros hoje em dia, com a superlotação,ignoram avisos, parecem ser analfabetos, não tem respeito pelos demais quando entram ou saem, como uma boiada quando abre a porteira,,,não percebem pessoas com mais idade ao seu lado (dane-se os velhos, e mulheres com crianças), o deles primeiro….temos de ter mais cuidado no embarque e desembarque..Não é falta de aviso…Mas por outro lado é essencial que haja este espaço para que evite abalroamento de vagão na plataforma, é segurança prá todos…Nem todos entendem isso.Algo tão pequeno se fôssemos mais atenciosos e alfabetizados

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