Frota de automóveis do Ceará cresceu 77% em 7 anos

ônibus
Ônibus em Fortaleza. Etufor pretende ampliar máquinas de autoatendimento para recarga de bilhetagem eletrônica.

Crescimento diminuiu bastante de 2015 em diante, mas situação não favoreceu transporte coletivo, que vem perdendo passageiros

ALEXANDRE PELEGI

Dados do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) apontam um fenômeno comum a todas as cidades brasileiras: o crescimento exponencial da frota de veículos nos últimos anos.

Somente no Estado do Ceará o crescimento foi de 77% nos últimos sete anos.

Os dados do Detran-CE contabilizavam, em 2010, 1.706.361 veículos. Em 2017, até o mês de agosto, este número já ultrapassava 3,02 milhões.

Com este resultado, o estado da região nordeste ocupa o 9º lugar do País em frota, ficando atrás de São Paulo, com 26,4 milhões; Minas Gerais, com 10,2 milhões; Paraná, com 6,9 milhões; Rio Grande do Sul, com 6,4 milhões e Rio de Janeiro, com 6,3 milhões.

Por causa da crise econômica houve uma desaceleração no crescimento de veículos a partir de 2015, contrastando com uma média de crescimento em torno de 10% nos anos anteriores.

De 2015 para 2016, o crescimento despencou para 4,36%, o que redundou num envelhecimento da frota circulante.

Se até recentemente a frota do estado era composta por cerca de 50% de veículos novos ou seminovos, hoje cerca de 30% dos veículos que trafegam têm até cinco anos de uso. Entre cinco e 10 anos já são 31% dos veículos e, com mais de 15 anos, 25%. Os veículos mais velhos, entre 10 e 15 anos, compõem 13%.

Em 2010 a história era bem outra: os veículos novos e seminovos correspondiam a 46,4% de toda a frota do Estado.

Se o número de automóveis novos caiu, isso não quer dizer que as pessoas passaram a andar mais de transporte coletivo. É o que apontam as estatísticas do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus). Segundo os dados, há pelo menos cinco anos vem ocorrendo uma forte redução no número de usuários no sistema de transporte coletivo. Em números absolutos, os ônibus urbanos perderam mais de 20 milhões de usuários apenas nesse período.

O que vale para Fortaleza e para o Ceará, vale para todos os estados e capitais do país. Estudo da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) divulgado este ano, aponta que entre os anos de 2013 e 2016, o total de passageiros transportados em nove importantes capitais brasileiras caiu 18,1%. As capitais são: Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Leia aqui matéria sobre o Estudo da NTU: https://diariodotransporte.com.br/2017/06/01/pesquisa-da-ntu-descreve-cenario-devastador-para-empresas-do-transporte-publico-urbano/

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Marcos disse:

    Com ctz..,aqui em Sao Paulo, reduziu pois extinguiram linhas e seccionaram linhas demandadas para aumentar o lucro.das empresas….isso fez as viagens ficarem mais demoradas afastando os passageiros dos onibus….

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