BRT transporta 400 mil no Rock in Rio e é vandalizado

Pós de extintor de incêndio em equipamentos do painel de ônibus articulado, com funções computadorizadas

Veículos e estações foram depredados durante a maratona de shows

ADAMO BAZANI

O Consórcio BRT Rio informou na manhã desta segunda-feira, 25, que em seis dias de Rock in Rio, os ônibus transportaram para o evento mais de 400 mil pessoas. Somente no sábado, dia 23,75 mil usuários utilizaram os serviços de ônibus.

O destaque negativo ficou para o comportamento do público. Houve depredações de ônibus e estações em várias oportunidades, como relata o consórcio em nota.

A estação Salvador Allende, do corredor Transoeste, foi alvo de vândalos, por volta de 00h30. O grupo se misturou a passageiros que voltavam do Rock in Rio e quebrou uma porta. O BRT ainda não calculou o valor do prejuízo material. As imagens com a ação serão encaminhadas para a polícia para identificação dos criminosos. No sábado, dia 16, ambulantes começaram um quebra-quebra na estação Morro do Outeiro, em Jacarepaguá, após serem retirados do local.

Estação destruída por criminosos

Na manhã de sábado, 24,cinco ônibus que estavam estacionados perto do terminal Alvorada tiveram os extintores de incêndio retirados e acionados pelos vândalos.

As estações Olaria, Pedro Taques e Pastor José Santos, do Transcarioca, tiveram de ser fechadas depois de um furto de cabos de energia. O sistema elétrico e a rede de dados das estações foram danificados.

Apenas a estação Pedro Taques reabriu.

Sem qualquer sentido, vândalos criminosos acionaram os extintores de incêndio nos ônibus. Houve quebradeira.

Ainda segundo o Consórcio BRT Rio, somente no primeiro semestre deste ano, o desgaste antecipado dos equipamentos e a trocas por causa do vandalismo causaram prejuízos de R$ 12 milhões.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Olavo Leal disse:

    O Rock in Rio somente adiantou o que já era esperado: a decomposição rápida do sistema BRT.

  2. SDTConsultoria em Transportes disse:

    Infelizmente isto ocorre em maior ou menor escala no dia a dia do transporte. Tenho constatado isto em São Paulo , Curitiba , Santiago… E tenho uma pergunta : Como as despesas inerentes a estas reparações são cobertas pelas tarifas ? É sabido de que o ranking das despesas no transporte de passageiros é : Pessoal , Combustível , Peças e acessórios , Rodagem e Lubrificantes . Como suportar estes gastos ? Nossos políticos que regularmente usam as TARIFAS como base de campanha falam o que sobre estas adversidades ou ….

    1. Paulo Gil disse:

      SDTConsultoria em Transportes, boa noite.

      Como, eu não sei lhe responder.

      Mas com certeza elas estão nos “cálculos”.

      Talvez numa planilha “B” (de bastidores).

      Caso contrário nenhum empresário do planeta participaria de licitação de buzão ou operaria o buzão.

      Em matemática não há milagres.

      Isto faz parte do negócio e com certeza está embutido nos custos, afinal não há seguro para este tipo de sinistro e ao que me parece nem pra buzão tem, segundo matérias sobre o Refrota, aqui no Diário.

      Att,

      Paulo Gil

  3. Daniel Duarte disse:

    Gente a falta de educação existe no Brasil inteiro, mas conforme relatos dos próprios passageiros no facebook do BRTRio, a coisa é absurda no Rio. Fizeram estações lindas com áreas de ultrapassagem, pistas de concreto (exeto a Transoeste), linhas diretas, expressas, paradoras, mas uma boa parte dos passageiros entram sem pagar, quebram as estações, não respeitam os assentos prioritários, enfim a culpa não é só dos passageiros, o serviço também deixa a desejar, mas nada justifica essa selvageria.
    https://www.facebook.com/BRTRioOficial/

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