ENTREVISTA: Rio Grande do Sul terá programa estadual para implantação de ônibus não poluentes
Publicado em: 22 de setembro de 2017
Fabricantes de carrocerias e chassis do Estado devem ser envolvidas em novos projetos
ADAMO BAZANI
Uma das queixas da indústria de veículos menos poluentes e de instituições que defendem inovação e meio ambiente é em relação à falta de interesse de boa parte do poder público em diferentes níveis.
Fabricantes e especialistas relatam falta de iniciativas públicas, que, quando ocorrem, é apenas depois de pressões da sociedade.
Mas no Rio Grande do Sul, é o próprio governo estadual que vai procurar induzir o desenvolvimento de tecnologias menos poluentes na mobilidade urbana, transportes de cargas e na logística.
Quem explica, em entrevista ao Diário do Transporte é a coordenadora executiva do setor automotivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Maria Paula Melloti.
“Nós temos um setor automotivo e metalomecânico muito forte e toda esta inovação de energias limpas e renováveis é muito importante para nosso desenvolvimento sustentável”, disse durante visita ao VE – Salão Latino Americano do Veículo Elétrico, que ocorre até sábado, em São Paulo. A executiva quis conhecer novas tecnologias dos veículos expostos, além de acompanhar as novas soluções de peças e equipamentos e assistir aos congressos que são realizados paralelamente à feira.
O governo estadual elabora o “Programa Gaúcho de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação na área de Mobilidade Urbana, Logística e Transporte – MULT”.
Maria Merlotti explicou que o governo do Rio Grande do Sul quer dar apoio às prefeituras e empresas para o desenvolvimento e implantação de tecnologias menos poluentes nos transportes, incluindo os ônibus.
Para isso, o poder público quer parcerias com universidades e deve atuar na capacitação de empresas e dos próprios municípios.
A regulamentação para as tecnologias limpas e a atração de novos investimentos também serão novas frentes.
A coordenadora explicou que a indústria de ônibus no Estado deve ser também chamada para integrar a iniciativa.
“Nós somos o estado número 1 em produção de carrocerias de ônibus. A Agrale tem também um projeto de chassis do Volare que é muito bom e roda todo o Brasil. Somos também o segundo polo metalomecânico de todo o País. É fundamental que nossa indústria local esteja atenta a estas novas tecnologias da mobilidade” – contou Maria Paula Merlotti.
No Rio Grande do Sul, há a fabricante de chassi de ônibus Agrale e as encarroçadoras de ônibus Marcopolo, Volare e Neobus (todas do mesmo grupo), além da Comil.
Juntamente com a chinesa instalada em Campinas, BYD, a Volare tem um projeto de micro-ônibus elétrico, com uma unidade operando em Santos, e a Marcopolo, em parceria com a nacional Eletra, de São Bernardo do Campo, testa um ônibus com baterias carregadas com eletricidade gerada numa estação de captação de energia solar na Universidade Federal de Santa Catarina.
OUÇA A ENTREVISTA:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Amigos, bom dia.
O sul do Barsil é o sul do Barsil.
Pensa diferente em tudo.
Pena que o resto do Barsil …
Barsília então nem pensa.
Att,
Paulo Gil
Colegas do Segmento de Veículos Comerciais
Concordo com a Secretária Maria Paula, nós temos hoje na indústria nacional inovação, capacitação e um parque fabril em condições para oferecer soluções de veículos “limpos”.
Vejam os exemplos: Elétricos a bateria e Trolebus ELETRA, Volvo Híbridos, Mercedes Híbridos, Scania a GNV, Elétricos a bateria BYD, carrocerias de alta qualidade e nível global.
Falta diretrizes e regras claras e de longo prazo do poder público, que não mudam a cada legislatura.
Paulo Lane