Governo Federal vai à Alemanha para ver ônibus elétricos, mas pode descartar eletromobilidade no Rota 2030

Ônibus elétricos são realidade em diversos sistemas mundiais

De acordo com secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Igor Calvet, “pode ser” que veículos elétricos tenham incentivos

ADAMO BAZANI

Enquanto o mundo converge para a adoção de tecnologias livres de emissões nos automóveis, o Brasil pode não contemplar os veículos elétricos no Rota 2030, um programa desenhado entre Governo Federal e indústria brasileira para incentivar a produção local com vistas a eficiência energética, aumento de produtividade e da segurança dos automóveis brasileiros leves e pesados.

Em visita à Alemanha, que vai até esta segunda-feira, 18, uma comissão do “MIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços” conheceu de perto a estratégia da empresa de encomendas DHL que já tem 3,4 mil veículos elétricos, de uma frota de 92 mil, e que recentemente fez uma encomenda de furgões de entrega movidos à eletricidade. A comitiva do ministério ainda se reuniu com uma empresa de transportes públicos que presta serviços com ônibus elétricos puros e híbridos, e também viu de perto como são as operações.

Apesar de a ideia da eleromobilidade agradar o Governo Federal, os veículos elétricos, inclusive ônibus, não estão garantidos no Rota 2030.

De acordo com o serviço para a imprensa da Agência Brasil, o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Igor Calvet, disse que talvez os veículos elétricos tenham alguns incentivos, mas não há garantias.

“Pode ser que os incentivos venham aí. Estamos repensando, para ver se vale a pena fazer uma reestruturação da forma de tributação de veículos híbridos e elétricos do país”, disse Calvet.

MONTADORES ESTRANGEIROS TERÃO ESTÍMULOS:

O Rota 2030 deve ter também outro diferencial em relação ao Inovar-Auto: o estímulo aos importadores.

A mudança ocorre depois de pressão da OMC  – Organização Mundial do Comércio.

“Dessa vez, o governo brasileiro tem tentado e vamos conseguir, com razoável êxito, fugir dessa controvérsia. Vamos tentar fazer incentivos todos horizontais, que valem tanto para a indústria que produz como para a que apenas comercializa no país, no caso, os importadores” – disse na entrevista.

Para ter os benefícios, basta que carros, caminhões e ônibus importados ou montados no Brasil com peças importadas alcancem os mesmos índices de eficiência enérgica e segurança veicular.

No caso dos ônibus, por exemplo, será colocada em igualdade a indústria que já atua no País há mais tempo e o capital internacional que se instalou ou ainda vai se instalar.

Segundo o representante do Ministério, as discussões do Rota 2030 devem ir até o final do mês e, na sequencia, devem já ser publicadas as primeiras determinações sob forma de Medida Provisória (MP) ou decreto.

Com o Rota 2030, o Governo Federal também estima um ritmo maior nos investimentos em pesquisa para inovação do que o proporcionado pelo Inovar-Auto.

 “Os dados que temos do Inovar Auto dão conta de que houve investimentos de pouco mais de R$ 5 bilhões por ano em pesquisa, desenvolvimento e engenharia. Esses são dados muito positivos”, ressalta. O secretário diz que, caso haja manutenção desse ritmo “o Brasil se posicionará em 2030, após três ciclos de investimentos, como um player global”., disse ao serviço noticioso.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Governo Federal vai à Alemanha para ver ônibus elétricos, mas pode descartar eletromobilidade no Rota 2030

  1. Amigos, bom dia.

    Isto é que leva o Barsil ao NADA.

    O desperdício do dinheiro do contribuinte.

    Viajar para a Alemanha pra que ???

    Primeiro tem de resolver o problema de Belo Monte, senão…

    Circo ou hospício ?

    Tanto faz…

    MUDA BARSIL.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Viagens e mais viagens, do nosso prefeito muchileiro, que em vez de ficar no seu gabinete tentando solucionar problemas da cidade de SP, fica rodando o mundo sem trazer nada alem de proposta e ideias que ou não nos servem ou não cabem em nossos bolsos, mesmo porque com os avanços tecnológicos não se precisa viajar para se ver outras tecnologias, e fica aborrecido quando criticado, prefeito quem não aceita criticas geralmente tem tendencias a regimes ditatoriais, como dizia Chaplim quando dou pão aos pobres sou santo, mas quando pergunto por que o pobre não tem pão sou comunista.

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