No entanto, instalação de câmeras de segurança no interior dos ônibus é a principal reivindicação do Sindicato dos Motoristas e Cobradores para conter violência nos transportes
ALEXANDRE PELEGI
Motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana cruzaram os braços novamente nesta quarta-feira, dia 6. A paralisação segue uma sequência de atos promovidos pelo sindicato da categoria por medidas de segurança contra arrastões e crimes no setor de transportes.
O protesto por mais segurança no transporte público começou às 15h em Curitiba, e durou por cerca de uma hora.
O sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), que vem condenado as paralisações, ofereceu uma sugestão para tentar coibir o problema da violência que tem vitimado, além de usuários, motoristas e cobradores.
A sugestão das empresas é que o botão do pânico, artefato presente nos ônibus e nas estações-tubo, fique ligado diretamente nos centros de controle da Guarda Municipal e da Polícia Militar.
Com o alerta diretamente ligado à Guarda e a PM, o policiamento poderia agir com mais presteza, acredita o sindicato das empresas. Para o diretor executivo do Setransp, Luiz Alberto Lenz César, essa medida seria mais eficiente do que a instalação de câmeras.
No entanto, a instalação de câmeras de segurança no interior dos ônibus é a principal reivindicação do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc). Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/09/06/sindimoc-reivindica-e-cameras-de-vigilancia-em-onibus-metropolitanos-serao-testadas-na-grande-curitiba/
TRABALHADORES E EMPRESAS DIVERGEM:
Não é apenas quanto às medidas para conter a violência no setor de transportes que trabalhadores e empresários divergem.
O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) soltou nota recentemente em que afirmava que membros do Sindimoc estavam “sequestrando os ônibus das empresas para levá-los aos locais de protesto da categoria pela falta de segurança no transporte coletivo”.
Em nota, o Sindimoc respondeu ao Setransp, afirmando que o patronato deveria mostrar mais compromisso com a segurança dos trabalhadores e usuários do transporte coletivo. “Mesmo que seus diretores andem em carros blindados, esse problema também é deles. Cada vez mais passageiros têm optado por outros modos de deslocamento, em face aos índices crescentes de criminalidade nos ônibus”.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte
