Empresas de ônibus da região metropolitana de Curitiba querem botão do pânico em linha direta com policiamento
Publicado em: 7 de setembro de 2017
No entanto, instalação de câmeras de segurança no interior dos ônibus é a principal reivindicação do Sindicato dos Motoristas e Cobradores para conter violência nos transportes
ALEXANDRE PELEGI
Motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana cruzaram os braços novamente nesta quarta-feira, dia 6. A paralisação segue uma sequência de atos promovidos pelo sindicato da categoria por medidas de segurança contra arrastões e crimes no setor de transportes.
O protesto por mais segurança no transporte público começou às 15h em Curitiba, e durou por cerca de uma hora.
O sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), que vem condenado as paralisações, ofereceu uma sugestão para tentar coibir o problema da violência que tem vitimado, além de usuários, motoristas e cobradores.
A sugestão das empresas é que o botão do pânico, artefato presente nos ônibus e nas estações-tubo, fique ligado diretamente nos centros de controle da Guarda Municipal e da Polícia Militar.
Com o alerta diretamente ligado à Guarda e a PM, o policiamento poderia agir com mais presteza, acredita o sindicato das empresas. Para o diretor executivo do Setransp, Luiz Alberto Lenz César, essa medida seria mais eficiente do que a instalação de câmeras.
No entanto, a instalação de câmeras de segurança no interior dos ônibus é a principal reivindicação do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc). Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/09/06/sindimoc-reivindica-e-cameras-de-vigilancia-em-onibus-metropolitanos-serao-testadas-na-grande-curitiba/
TRABALHADORES E EMPRESAS DIVERGEM:
Não é apenas quanto às medidas para conter a violência no setor de transportes que trabalhadores e empresários divergem.
O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) soltou nota recentemente em que afirmava que membros do Sindimoc estavam “sequestrando os ônibus das empresas para levá-los aos locais de protesto da categoria pela falta de segurança no transporte coletivo”.
Em nota, o Sindimoc respondeu ao Setransp, afirmando que o patronato deveria mostrar mais compromisso com a segurança dos trabalhadores e usuários do transporte coletivo. “Mesmo que seus diretores andem em carros blindados, esse problema também é deles. Cada vez mais passageiros têm optado por outros modos de deslocamento, em face aos índices crescentes de criminalidade nos ônibus”.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte



Amigos, boa noite.
Mais prático por enquanto é o pessoal de Curitiba, conversar com o pessoal de Maceió, afinal lá tiveram bons resultados na questão da segurança do buzão.
Att,
Paulo Gil