Empresas de ônibus cumprem determinação da Justiça
ALEXANDRE PELEGI
Apesar da discordância dos consórcios Santa Cruz, Intersul, Internorte e Transcarioca, a passagem de ônibus no Rio de Janeiro está mais barata desde hoje, sábado (dia 2). O valor baixou de R$ 3,80 para R$ 3,60
As empresas acataram a determinação judicial do Tribunal de Justiça e reduziram a tarifa das linhas que circulam na capital fluminense.
O decreto que determinou a redução do preço da passagem em R$ 0,20 foi publicado no Diário Oficial do município de ontem (dia 1º). A decisão negou pedido do município e dos quatro consócios que operam as linhas municipais, que haviam solicitado que a decisão só passasse a vigorar quando o recurso fosse analisado.
A redução da tarifa ocorreu a partir de um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, que questionou o aumento de R$ 0,40 nas passagens em 2015, valor R$ 0,20 maior do que o estabelecido em contrato.
Um dos motivos alegados para o reajuste adicional foi a climatização da frota de ônibus na cidade, meta não cumprida pelas empresas.
RIO ÔNIBUS DIVULGA NOTA ALERTANDO PARA RISCOS DA REDUÇÃO:
Como noticiamos ontem (1º), o Rio Ônibus – Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro – divulgou uma nota em que questiona: “a quem interessa a falência de um sistema que garante deslocamento por toda a cidade e permite a integração com trens, metrô, barcas e VLT, proporcionando que a população se beneficie com gratuidades e integrações?”.
A entidade tem parte de seus integrantes respondendo a processos na Lava-Jato por corrupção e recebimento de propina.
Os consórcios Intersul, Internorte, Santa Cruz e Transcarioca, que respondem pelo transporte coletivo da cidade do Rio de Janeiro, dizem apoiar uma perícia no contrato de concessão firmado em 2010 com a prefeitura. Mas afirmam também que, ao invés de se reduzir a tarifa, como determinou a Justiça, “é preciso levar em conta outros fatores que causaram impacto no valor da passagem antes e depois de 2015. ”
A entidade que representa as empresas de ônibus detalha quais seriam estes fatores: “o impacto de dois congelamentos no valor da tarifa (em 2013 e 2017), a inclusão de gratuidade sem indicação de fonte de custeio (estudantes universitários), do aumento de 30 minutos do tempo de validade do Bilhete Único Carioca (BUC), os custos adicionais com a climatização da frota e os efeitos da concorrência desleal das vans, principalmente na Zona Oeste”.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte
