TRANSPÚBLICO: Volare de piso baixo recebe aprovação da SPTrans e também deve estar na licitação da EMTU

Publicado em: 30 de agosto de 2017

Modelo foi apresentado em diversas cidades como demonstração da Volare

Autorização para a produção do primeiro veículo “cabeça de série” foi dada na tarde de ontem

ADAMO BAZANI

A  Volare, unidade de veículos leve da Marcopolo, recebeu na tarde desta terça-feira, 29 de agosto de 2017, autorização da SPTrans – São Paulo Transporte para a produção do primeiro mini-ônibus Volare Acess que deve ser homologado para o sistema da capital paulista.

O veículo que possui piso baixo, rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e motor traseiro, único até então neste segmento de 9 toneladas, já opera comercialmente em Santos, no Litoral Paulista, e em cidades de Santa Catarina e Paraná, mas para circular em São Paulo, precisa ser aprovado para a SPTrans.

“A autorização para a produção do veículo chamado “cabeça de série” é o passo mais importante para a homologação e consiste na aprovação da planta do veículo pela SPTrans. Com o veículo produzido, haverá a inspeção da SPTrans, que é uma etapa mais rápida” – disse em entrevista ao Diário do Transporte, o gerente comercial da Volare, Sidinei Vargas.

A cidade de São Paulo deve lançar ainda neste ano a licitação do sistema de transportes que já deveria ter sido realizada em 2013. No edital, deve constar a exigência de ônibus de pequeno porte com acessibilidade e ar-condicionado, incluindo assim agora a possibilidade do modelo com piso baixo.

Outra licitação que também está atrasada e que deve contemplar o Volare Access é da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que gerencia os ônibus metropolitanos na Grande São Paulo.

“Acreditamos que após a licitação, muitas linhas do sistema da EMTU terão já este modelo com piso baixo, qualificando os serviços porque o modelo oferece acessibilidade total. Hoje, o elevador, na prática beneficia quem depende da cadeira de rodas, mas há passageiros com limitações de movimento, como idosos e até mesmo quem está machucado, cujo piso baixo é mais indicado. A nossa configuração oferece piso baixo na porta traseira também, o que é um diferencial” – disse João Paulo Ledur, gestor de negócios da Volare.

A aprovação da planta pela SPTrans deve alavancar as vendas do modelo em todo o país, já que o padrão da capital paulista é tido como referência em outros sistemas.

O Acess possui suspensão pneumática, sistema de ajoelhamento para embarque e desembarque e vidros colado.

Om motor é Cummins ISF 3.8, com potência de 162 cv e torque de 600 Nm a 1.500 rpm e direção hidráulica.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Ontem fui visitar a Transpúblico.

    Já que a matéria fala da fiscalizadora, do Acess e mesmo tendo reclamado na última edição da Transpúblico, nesta também não teve um microbuzinho para fazer traslado entre a CPTM e o Transamérica, tive de ir a pé.

    Depois não sabem por que o passageiro está abandonando o buzão, toda feira tem traslado gratis, MENOS NA TRANSPÚBLICO.

    kkkkkkkkkkkkKKKKKKKKKKKKKKKKK TRISTE NÉ.

    Inacreditável o Acess ter de depender de homologação da fiscalizadora, este é o Barsil.

    Se a Marcopolo não souber fazer buziinho, quem vai saber ?????

    Ontem vi de perto o Acess de Santos e manipulei a rampa de acesso.

    Vejamos; A alça é cortante e de canto vivo, nem arredondada não é.

    A peça é super pesada, se cair no pé do piloto ou do cobrador vai machucar.

    PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL E TRAGÉDIA ANUNCIADA pelo Paulo Gil.

    Fiz o teste e falei para um colaborador da engenharia, creio que da Marcopolo que estava dentro do Acess.

    Sugeri colocar uma alça arredondada e fazer uma rampa com deslocamento tipo gaveta com rodinhas de PU ou silicone, muito mais prático, funcional e rápido.

    Outra opção é fazer pneumático, claro que é mais caro, mas ….

    Sugeri também que o buzão precisa de muiiiiiiiiiiiiiiiiito mais ergonomia interna e não só de design externo.

    Sugeri também a Marcopolo começar a pensar no G-OLD (Marca do Paulo Gil de 29.08.17), o buzão para os idosos, afinal a população está envelhecendo no Barsil, é só ver os dados no site do IBGE.

    Os buzões e biizinhos de hoje NÃO serviram para o amanhã, lembrem-se a população está envelhecendo e rápido

    Me propus também a fazer uma parceria com a Marcopolo e as minha ideias.

    Marcopolo estou aberto a negociações, nada que um Acess motor traseiro não possa resolver a questão.

    Senti falta da Iveco com seus buzinhos ascessíveis, uma pena.

    Att,

    Paulo Gil
    “Buzao e Emoção é a Paixão”

  2. Arthur Lira disse:

    Se for aprovado, as cooperempresas vão lotar a fila de encomenda.

    Motor traseiro, acessibilidade (por isso que se chama Access), Volare, AC… Muito provável a aprovação.

    Vai beneficiar muito as pessoas com problemas de locomoção.

    Mesmo que os micros atualmente possuem acessibilidade, mas esse vai ser mais fácil de entrar.

    Como é Volare (e Volare já é clássica da SPTrans, desde o W8), vai conseguir seu espaço no meio de tanto Caio.

    Sorte Marcopolo (já que elas são filiadas).

    Mas principalmente, sorte Volare.

    Sampa é grande. Se você conseguir aprovação vai ter muita clientela te esperando, com certeza.

    Valeu pela matéria, Adamo.

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