Suspensa a greve dos rodoviários no DF
Publicado em: 28 de agosto de 2017
Ônibus voltam a rodar nesta terça, segundo informa sindicato patronal
ALEXANDRE PELEGI
Os rodoviários do Distrito Federal teriam decidido suspender a greve deflagrada nesta segunda-feira (28). A paralisação surpreendeu a todos, retirando todos os ônibus da capital das ruas desde o começo da manhã.
A informação é do sindicato dos empresários, que garantiu há pouco que a categoria dos rodoviários se comprometeu a retomar o serviço amanhã, terça-feira (29). O anúncio foi feito após audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região.
O juiz Carlos Fernando Fecchio dos Santos, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, havia determinado o retorno ao trabalho dos motoristas, cobradores e demais funcionários do transporte coletivo. Atendendo ação do GDF – Governo do Distrito Federal, a justiça estipulou frota de 100% nos horários de pico e 50% nos demais horários. De acordo com a decisão do juiz, a greve é um direito, mas também deve ser respeitado o ir e vir das pessoas, com percentuais mínimos de frota em operação. Os funcionários foram alertados, em caso de descumprirem a determinação, de que o Sindicato dos Rodoviários seria multado em R$ 1 milhão por dia. Foi a segunda decisão que determinou a volta da prestação dos serviços.
A mobilização afetou cerca de 1 milhão de usuários, segundo estimativas do governo do DF.
A paralisação foi encampada por funcionários de todas as cinco empresas privadas que atuam no sistema de ônibus do DF. Com isso, apenas os veículos da TCB e das cooperativas de micro-ônibus rodaram pela cidade, durante todo o dia.
Há pelo menos um mês os rodoviários lutam por aumento salarial de 10%. Os patrões chegaram a conceder reposição de 4% (referente à inflação), no salário e benefícios, que está sendo paga desde julho.
Os rodoviários receberam outra proposta hoje: de aumento de 4,5% no salário, além de reajustes relativos aos benefícios de alimentação (5%), plano de saúde (12%), odontológico (12%) e cesta básica (6%). A categoria não havia aceitado a proposta.
O sindicato dos rodoviários, até o momento, não havia se manifestado.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

