Dia de Fazer a Diferença: A solidariedade que traz felicidade
Publicado em: 27 de agosto de 2017
Metra realizou uma série de atendimentos voltados para diversas áreas como saúde, educação financeira, assistência jurídica e atrações culturais. Reação das pessoas foi o maior ganho de todos
ADAMO BAZANI
A Metra, operadora de ônibus e trólebus do corredor São Mateus-Jabaquara, com extensão entre Diadema e Berrini, na zona sul de São Paulo, realizou neste último sábado, 26 de agosto de 2017, mais um Dia de Fazer a Diferença.
A empresa já participou de diversas edições desta data que é mundial e visa mobilizar a sociedade civil em prol do bem-estar do próximo.
Nas edições anteriores, a Metra tomou diversas iniciativas, como plantio de árvores ao longo do corredor de ônibus; distribuição de alimentos a comunidades carentes do pós-balsa; de São Bernardo do Campo; conscientização sobre sustentabilidade com coleta de óleo usado de cozinha em troca de sabão; distribuição de sementes e também abordou a mobilidade urbana.
Desta vez, as atividades ocorreram no terminal Santo André Oeste/Leste e consistiram em prestar diversos atendimentos à população.
Todas as pessoas que passaram pela área gratuita do terminal puderam contar com exames de pressão, glicemia e colesterol; exames odontológicos; orientação jurídica; orientação financeira; elaboração de currículos; corte de cabelo masculino; maquiagem; shows; rodas e histórias para crianças e danças. Assim, os serviços eram oferecidos a todos, independentemente de serem passageiros da Metra ou não.
No entanto, muito mais que a prestação de serviços, o que comoveu tanto os voluntários funcionários da Metra como as pessoas que eram atendidas, foi justamente algo que parece estar se perdendo num mundo cada vez mais cercado por tecnologias: o contato humano e o carinho.

Vânia Ferrari e Ana Clara Silva, do departamento jurídico da Metra. Orientação era o suficiente para as pessoas se sentirem melhor
“Percebi que as pessoas queriam ser ouvidas, queriam atenção, alguém que valorizasse suas histórias, muito mais até que uma orientação técnica simplesmente. Senti que as pessoas precisam de solidariedade, mas muito mais que isso: de felicidade. Vi pessoas tristes, sofridas. Por incrível que pareça, num mundo onde as comunicações são mais ágeis e num terminal de ônibus como este, cheio de gente, o que notei nas pessoas foi um sentimento de solidão muito grande. Claro que aqui não tínhamos condições de resolver as questões jurídicas delas, mas o fato de alguém as orientar, dar um encaminhamento , já era suficiente até mesmo para mudar o semblante destas pessoas” – contou a advogada Ana Carla Silva, do departamento jurídico da Metra, que prestava as orientações na área de direito a quem passasse pelo terminal de ônibus.
“A procura foi muito grande por mulheres com dúvidas a respeito de pensão. Houve casos de mulheres que nos procuraram porque foram abandonadas pelos pais de seus filhos juntamente com as crianças e, mesmo sendo vítimas, se sentiam envergonhadas, constrangidas. Antes de começarem a falar, elas olhavam para os lados para ver se não tinha ninguém observando. O fato de estarmos em duas mulheres no atendimento jurídico também ajudou a quebrar barreiras. Foi muito bom” – prossegui Ana Clara.
“Foi impressionante ver como as pessoas precisam de orientação. Os cidadãos não sabem a quem recorrer. Nossas orientações e encaminhamentos eram vistos como uma luz no caminho. Tivemos também muitas dúvidas sobre direito do consumidor e INSS”, disse Vânia Ferrari, que também prestava assistência jurídica.
No Espaço Beleza, que oferecia para as passageiras uma maquiagem especial, mais histórias e sorrisos.
“As pessoas ficavam surpresas com a possibilidade de ficarem mais bonitas ainda. O mais tocante é que a cada maquiagem, uma história diferente. As pessoas desabafavam, queriam conversar” – contou a colaboradora da Metra, Rose Oliveira, que caprichava a cada mulher que passava pelo Espaço Beleza.
“Tiveram vários casos que me tocaram. Um deles foi de uma mulher que não se maquiava há 18 anos, desde que o filho tinha casado. Foi gratificante fazer parte deste momento feliz da vida dela” – contou Bruna Lopes, que também fazia as belas brilharem no espaço.
E quem não gosta de uma boa história? Seja criança, adulto … o bom é sonhar e viver momentos num mundo de faz de conta, com menos problemas e mais sorrisos.
Este mundo foi vivido no espaço para contar histórias.
Livros infantis, doados por funcionários da Metra, amigos e parentes, eram os veículos para esta viagem.
“Nas rodas de histórias, as crianças se divertiam, interagiam, viam o quanto é prazerosa a leitura. O livro da Dona Baratinha, que estimulava as crianças a imitarem o som dos animais foi um sucesso. Também estimulamos as crianças a se conscientizarem sobre a educação no trânsito e outro livro que foi um sucesso levava os pequenos a pensarem como seria a vida se as crianças governassem o mundo, livre da malícia, da maldade. O que me chamou a atenção é que os adultos também participavam, queriam ouvir as histórias”, contou Sonabia Volpi, assistente social da Metra.
Quando a reportagem estava no local, uma senhora, Maria Silva, de 65 anos, sozinha, olhava os livros colocados no Espaço Cultural e Sonabia vestida de “Chapeuzinho Vermelho”.
O que a mulher então ganhou de presente? Um livro e uma história, contada na hora por Sonabia.
“Gostei muito. Foi muito legal mesmo” – disse Maria, de poucas palavras e com muita emoção.
A passageira Luiza Yokoyama passava com pressa pelo terminal de ônibus, mas não pode deixar de parar para ver a cena da idosa ouvindo a história como se fosse uma criança.
“Nunca tinha visto isso num terminal de ônibus aqui na região. A Metra está de parabéns. Fez a diferença mesmo”.
Os espetáculos de dança e música na passagem entre os lados Oeste e Leste do Terminal também chamavam os passageiros para um dia diferente.
“Adorei dançar. Dança alivia a alma. Nem sabia que era a Metra que estava proporcionando isso para a gente. Parabéns, queremos mais vezes” – disse Cláudia Souza Raimundo, que deixou as sacolas de compra de lado e foi ensaiar um passos com o grupo que se apresentava.
Outro serviço bastante procurado era o corte de cabelo masculino. Em poucos minutos, rapazes e senhores saíam com outro aspecto do terminal.

O motorista de ônibus Laércio Araújo deu uma escapadinha no intervalo do serviço e recebeu um trato no visual
“Sensacional mesmo. Queria expressar meu agradecimento à Metra. O pessoal é bom mesmo no corte de cabelo, que hoje em dia é caro. Não estava com tempo de encarar um salão. Cortei o cabelo no intervalo do serviço” – disse o motorista da Viação São Camilo, Laércio Araújo, uma das empresas que prestam serviço no terminal, não pertencente ao grupo da Metra.
Outra atração eram as massagens terapêuticas oferecidas gratuitamente por profissionais capacitados.
“Que legal, é a primeira vez aqui no terminal de ônibus de Santo André. Nunca teria condições de pagar algo deste tipo. Só tenho a agradecer” – disse a passageira Vera Luiz de Moraes, que aguardava para ser atendida.
“Foi muito relaxante. Quase dormi. Não queria que parasse mais. Eu estava com uma dor no ombro por causa de jogar vôlei, até deu uma melhorada” – disse a jovem Priscila Silva dos Santos, que tinha acabado de receber a massagem quando falou com a reportagem.
A grande procura pelos exames de pressão, colesterol e glicemia denunciava a situação da saúde pública no Brasil. Na espera pelo atendimento, muitos relatos de pessoas que têm dificuldade até de atendimentos básicos.
“Já faz uns dez anos que não tiro a pressão. Tenho sentido umas dores de cabeça e tonturas de vez em quando. Na farmácia, só estão vendo a pressão cobrando e num posto de saúde é três horas para ser atendida. Não tenho tempo, tenho de trabalhar” – disse Paulina José da Silva.
E pelo Dia de Fazer a Diferença, o Diário do Transporte também quis participar com esta matéria diferente. O intuito foi registrar a iniciativa da Metra e os funcionários, mas também mostrar o exemplo para que outras ideias surjam ou ao menos esta seja copiada.
Também é sempre importante lembrar: com um ato simples, que muitas vezes nem nos causa esforço, com um sorriso e educação sempre é possível fazer a diferença no dia de alguém.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes








Amigos, bom dia.
Sensacional a mateira, parabéns Adamo; essa tem de entrar para a história do buzão .
77
(PARABÉNS METRA, PARABÉNS METRA, PARABÉNS METRA).
OBS.: Não foi erro, os parabéns são elevados a 77.
Fiquei emocionado.
O buzão é isso é PARA TODOS.
Pena que o puuuder não enxerga um palmo na frente do nariz, só enxerga o próprio bolso.
O que eu mais gosto de tudo isso é que mais uma teoria do Paulo Gil está se concretizando.
O Jurássico Puuuder, está ficando para trás e isolado e as empresas (Metra), as pessoas do bem e a sociedade está urltrpassado o Jurássico Puuuuder.
Muito em breve não precisaremos mais de políticos e eleições, o “SISTEMA” por si só vai fazer o que tem de fazer.
“PELA OBRA SE CONHECE O AUTOR”
Puuder, se liga, O MUNDO JÁ MUDOU.
Att,
Paulo Gil
“Buzão e Emoção é a Paixão”