Ex-diretor do Detro solto por Gilmar Mendes tem nova prisão decretada por Bretas

Dinheiro de propinas saía de empresas de ônibus do Rio de Janeiro dizem MPF e PF

Rogério Onofre é acusado de ser um dos beneficiários de esquema de corrupção envolvendo empresas de ônibus políticos e agentes públicos

ADAMO BAZANI

O ex-diretor do Detro – Departamento de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Rogério Onofre, teve novamente a prisão decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas da, 7ª Vara Criminal Federal, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro.

De acordo com as investigações da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato no Rio, Onofre era integrante do esquema de propinas envolvendo empresas de ônibus, políticos e agentes públicos, que entre 2010 e 2016, movimentou mais de R$ 260 milhões.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, é apontado como um dos maiores beneficiários do esquema, tendo recebido R$ 128 milhões, de acordo com Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Rogério Onofre tinha sido libertado por ordem do ministro do STF – Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, na semana passada.

Houve novo recurso do Ministério Público Federal e Gilmar Mendes transferiu a decisão para Marcelo Bretas.

Rogério Onofre é acusado de ter recebido R$ 41 milhões no suposto esquema.

As decisões de soltar os réus da Operação Ponto Final, por Gilmar Mendes, têm provocado polêmicas.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu suspeição do ministro do STF por indícios de ligação entre Gilmar Mendes e a família de Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários de ônibus do país e que foi preso na Operação Ponto Final. Barata Filho foi um dos nove réus beneficiados pelas decisão do ministro.

Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho, Beatriz Barata, e pessoas relacionadas ao Ministro do STF têm negócios com o empresário do ramo de transportes coletivos de passageiros.

O ministro rebate as críticas dizendo que depois do casamento, que ocorreu em 2013, nunca mais teve contato com a família Barata.

Nessa sexta-feira, Polícia Federal e Ministério Público Federal cumpriram mandados de busca e apreensão na Fetranspor – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro e na Rio Par TI, responsáveis pela bilhetagem eletrônica do RioCard.

De acordo com as investigações, fraudes na arrecadação dos créditos do vale-transporte e distribuição dos recursos para as empresas teriam “esquentado” o valor da propina.

 Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    E ai está o EFEITO BARSIL, firme e forte.

    Casa, separa, casa, separa, casa, separa, casa, separa.

    Já tô cansado.

    Preso é igual a mais despesa.

    Ressarçam os cofres do contribuinte que é o que interessa e depois, réu primário, bons antecedentes, bom comportamento, ótima defesa, curso superior…

    Resultado PIZZA.

    Vamos evoluir o que interessa não é a justiça é o $$$$$$ de volta aos cofres do contribuinte, claro que se julgado procedente em todo as instâncias cabíveis.

    Mais mal do que já foi feito aos contribuintes não será feito não.

    Afinal outro dia tive de cancelar o SAMU, pois ele não tinha nem previsão de chegada e já falta de informação socorri minha esposa, porque senão eu é que ia ser acusado de omissão de socorro.

    Porque se depender do SAMU, TAMOFÚ.

    MUDA BARSIL

    Att,

    Paulo Gil

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