Cai para 1,4% o total de ônibus que atenderiam Lei de Mudanças climáticas em São Paulo
Publicado em: 14 de agosto de 2017
São apenas 212 veículos, sendo que 200 são trólebus
ADAMO BAZANI
O número de ônibus que atenderiam a Lei de Mudanças Climáticas, criada em 2009 e que previa a substituição de 10% ao ano de ônibus que dependem exclusivamente de óleo diesel por modelos com outras fontes de tração, hoje representa apenas 1,4% da frota ou 212 veículos. Pela Lei, em 2018, nenhum dos 14,7 mil ônibus da cidade deveria usar apenas óleo diesel.
Mas em vez de crescer, a chamada Ecofrota tem diminuído de tamanho.
De acordo com a Lei, Neste ano de 2017 deveria haver 90% de ônibus que não usam somente diesel. No entanto, há no sistema, apenas 1,4% da frota se enquadrando na Lei de Mudanças Climáticas.
Isso significa somente 212 ônibus, sendo que 200 são trólebus (veículos que circulam conectados à rede área de energia), 10 a etanol (havia uma frota de 50, mas depois de problemas técnicos, a maioria foi convertida para diesel) e dois elétricos a bateria.
Em 2011, os ônibus que se enquadravam na Ecofrota, eram 1.561. No ano de 2012, o total foi para 1746, em 2013, subiu mais um pouco, 1846. Em 2014, o total caiu para 646 e, em 2015, erma 656 veículos com tecnologias alternativas à propulsão única por diesel.
Em entrevista ao jornal SPTV, da Globo, o secretário municipal de mobilidade e transportes, Sérgio Avelleda, disse que só vai haver mudanças gradativas.
“O ideal é modernizando a frota, reduzindo paulatinamente [os modelos mais poluentes] e incorporando novas tecnologias na medida que elas forem sendo testadas e confiáveis. Isso ainda vai levar algum tempo”
De acordo com o site G1, da Globo, o secretário municipal de transportes disse ainda que houve redução na Ecofrota por ela ser cara. “É difícil você ter a ampliação da rede de trólebus na cidade de São Paulo, porque ela é energia. Essa energia que está cada vez mais cara e escassa, e o custo vai lá para cima.”
Em 29 de junho, Avelleda anunciou a entrada de mais 60 ônibus com bateria no sistema da cidade, mas não deu prazos concretos.
As mudanças do quadro são esperadas com a licitação dos transportes, que deve estipular metas de redução de poluição pelas empresas de ônibus. A promessa é de que o edital seja lançado até o final deste mês.
Também há uma discussão na Câmara Municipal para a apresentação de um cronograma alternativo ao estipulado pelo Artigo 50 da Lei de 2009.
Estudo do Greenpeace mostra que se a frota continuar no atual estágio, com ônibus diesel de tecnologias Euro III e Euro V, pode haver 178.155 mortes precoces e 189.298 internações relacionadas à poluição até 2050.
O Diário do Transporte já havia divulgado o estudo.
Relembre:
Se a partir de 2020, os modelos atuais forem trocados por ônibus a biodiesel, elétricos e híbridos, podem ser poupadas 12 mil vidas e haverá 13 mil internações a menos.
Já se todos os ônibus forem elétricos (a bateria e trólebus), a partir de 2020 – cenário improvável por causa das características de viários em alguns bairros, até 2050, 13 mil vidas seriam poupadas e haveria a redução em 14 mil internações.
O estudo mostra que se está ruim na capital paulista, a situação na Grande São Paulo é pior. A qualidade do ar é mais crítica em cidades como Cubatão, Osasco, Guarulhos, São Bernardo do Campo, Santos, São Caetano do Sul, Taboão da Serra e Mauá.
Em muitas destas cidades, os ônibus são mais antigos ainda, muitos usados da capital e têm tecnologias mais poluentes.
Algumas alternativas, muitas nem não novas, mas com modelos atualizados, devem ser testadas na cidade.
Conforme informou hoje o Diário do Transporte, a Viação Gato Preto, que opera na zona Oeste de São Paulo, vai testar um ônibus a Gás Natural. Entre os anos de 1980 e 1990, diversos ônibus na cidade operaram com este combustível, mas devido a problemas relacionados ao baixo desempenho e manutenção, os veículos foram descartados. A fabricante do modelo garante que hoje, com a tecnologia, estes problemas foram resolvidos.
Relembre:
Gato Preto vai testar ônibus a gás natural em linha da Zona Oeste de São Paulo
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Acho um absurdo toda vez que a globo aborda esse assunto. Nesse caso já começa errado pela fonte: greenpeace e ONU! Quer dizer que em um universo de 7 milhões de veículos esses 14 mil causam esse estrago todo na sociedade? Nem isso, porque devemos descontar os trólebus e os elétricos puros: 13,898. Não tem alguma coisa errada nessa metodologia? Ha! mas eles são movidos á diesel! E daí, um carro desregulado também não emite gás poluente?
Se o único problema é a frota, tira-se os ônibus de circulação e o ar será purificado! Pessoal, é muito fácil ficar jogando números para as pessoas se preocuparem com uma crise. Eles poluirão para serem produzidos, poluirão para serem operados, poluirão quando forem descartados ou vocês acham que a energia que eles recarregam simplesmente brota da terra?
Amigos, boa noite.
Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii está história vai longe.
Por que o puder NÃO cumpre a Lei que ele mesmo cria?
Se fosse o contribuinte, pau nele.
Com diz a música do Blitz:
“Ai blá blá blá blá blá blá blá blá blá
Ti ti ti ti ti ti ti ti ti”
E nada.
Acorda Sampa.
Att,
Paulo Gil