Rodovias brasileiras melhoraram de 2004 a 2016, diz pesquisa CNT
Publicado em: 11 de agosto de 2017
Pesquisa da CNT diz que 42,7% das rodovias federais foram consideradas “boas ou ótimas”
ALEXANDRE PELEGI
O estudo “Transporte Rodoviário – Desempenho do Setor, Infraestrutura e Investimentos”, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), aponta melhoria significativa no estado das rodovias públicas federais brasileiras.
Esta edição da Pesquisa CNT de Rodovias traz a primeira análise da série histórica, compreendendo o período de 2004 a 2016. Pelo estudo, de 2004 a 2016 a classificação ‘ótimo ou bom’ passou de 18,7% para 42,7%.
A pesquisa avalia não só a evolução da qualidade da infraestrutura, como os investimentos no setor, além de propor ações para solucionar problemas.
Apesar da melhoria detectada, a CNT ressalva que há muito que fazer no setor. Quase 60% da malha rodoviária analisada (57,3%) ainda apresenta condição inadequada ao tráfego. Um exemplo: em 2016 cerca de 31 mil quilômetros apresentavam deficiências no pavimento, na sinalização e na geometria. São problemas que aumentam o custo operacional do transporte, comprometem a segurança nas rodovias e causam impactos negativos ao meio ambiente.
A indicação de que mais de 50% dos trechos pesquisados estão inadequados demonstra, segundo a CNT, a falta de prioridade de investimentos em infraestrutura de transporte ao longo dos anos.
Outro dado da análise da série histórica foi a correlação positiva entre qualidade das rodovias e investimentos públicos na infraestrutura rodoviária. Em 2011 a União investiu o maior valor em infraestrutura de transporte nesse período de 13 anos, R$ 15,73 bilhões, o que impactou decisivamente na qualidade. Neste ano o percentual de rodovias “ótimas ou boas” foi de 41,3%, enquanto em 2004, ano de menor aplicação de recursos no período analisado (R$ 3,90 bilhões em investimentos federais), apenas 18,7% das rodovias foram avaliadas positivamente.
PONTOS CRÍTICOS:
Outro dado registrado pelo estudo foi o aumento no número de Pontos Críticos entre 2015 e 2016. Pontos críticos são trechos com buracos grandes, quedas de barreiras, pontes caídas e erosões, e passaram de 327 para 414 ocorrências no período. Detalhe: 230 (em 2015) e 304 (em 2016) são trechos com buracos grandes.
O documento apresentado ontem pela CNT afirma:
“Apesar de o modal rodoviário ser predominante em nossa matriz, ainda convivemos, diariamente, com buracos, erosões e falta de sinalização nas pistas. As rodovias brasileiras precisam ser modernizadas, vez que foram implantadas em um período em que o volume de transporte, de pessoas e de produtos, era muitas vezes menor”.
A malha rodoviária da Região Sudeste foi avaliada como a melhor do país. 55,4% da extensão desta malha foi classificada como “Ótimo ou Bom”.
A região Norte ficou com as piores avaliações: apenas 23,4% de suas rodovias apresentaram condições “Ótimo ou Bom”.
CNT APRESENTA SOLUÇÕES:
Apesar de historicamente o estado brasileiro ter investido pouco no setor, mesmo diante de sua inegável importância para a economia do país, o documento da CNT ainda considera possível solucionar os problemas nas rodovias. Para isso sugere algumas ações: maior participação da iniciativa privada em obras de infraestrutura; oferta de segurança jurídica e condições atraentes para os investidores; diversificação das formas de financiamento; e transparência e eficiência na comunicação do governo com o setor privado.
Por fim, a CNT propõe a exclusão da Cide-combustíveis da base da Desvinculação de Receitas da União (DRU). “O fim da desvinculação de 30% da arrecadação do tributo permitiria a intensificação das obras públicas nas rodovias, assegurando que trechos com baixa demanda e poucos atrativos para o agente privado recebam os aportes necessários para a sua adequação”.
MALHA VIÁRIA DO PAÍS:
= 1.720.756 km de rodovias, dos quais apenas 211.468 km são pavimentados, ou apenas 12,3% da extensão total.
= quilometragem tem baixa densidade de infraestrutura rodoviária: 24,8 km por 1.000 km² de área, valor considerado baixo quando comparado a outros países de dimensão territorial semelhante.
Exemplos:
Estados Unidos: 438,1 km por 1.000 km² de área;
China: 359,9 km por 1.000 km² de área; e
Rússia: 54,3 km por 1.000 km² de área.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte


Amigos, boa noite.
Conforme consta no post acima:
“Quase 60% da malha rodoviária analisada (57,3%) ainda apresenta condição inadequada ao tráfego.”
Tá confuso heim…
Será que melhorou mesmo ???
Melhor refazer este estudo.
Att,
Paulo Gil
Tem pedágio né…………..Nas melhores rodovias praças de pedágio de 30 em 30 Km em média . Não poderia ter piorado, mas em algumas estradas com praças de pedágio o piso asfáltico esta gasto, falta sinalização, e segurança.Ex Rod D Pedro I