Carro autônomo: terá sido um bom negócio para os investidores?

ALEXANDRE PELEGI

A corrida para superar os desafios de engenharia de um carro autoguiado parece ter encontrado um obstáculo: seu alto grau de investimento.

A complexa tecnologia em torno da criação de um carro que dirige sozinho encarece, e muito, sua produção. Trata-se de um sistema de lasers e pequenas câmeras que memorizam um determinado percurso, para que, depois, o veículo seja capaz de conduzir por conta própria. Além de mapear os caminhos com imagens em 3D, sensores também analisam o percurso em tempo real para identificar objetos não familiares, como pedestres e carros estacionados.

Tamanha revolução tecnológica no transporte encontra dificuldades devido ao desinteresse das montadoras, que temem não cumprirem suas expectativas de lucro. Além de serem várias as empresas, entre montadoras e grupos de tecnologias, disputando esse mercado. Portanto, difícil de acreditar que existirão inúmeros produtores bem-sucedidos de veículos autoguiados. Alguém, certamente, sairá perdendo.

O que está acontecendo é que as grandes empresas estão buscando outras parcerias de peso para não assumirem os riscos sozinhas. A primeira a fazer isso foi a BMW, em 2016, que buscou parceria com a fabricante de chips Intel e com a produtora de câmeras e software Mobileye. Depois foi a vez da Mercedes, que combinou seus esforços aos da fabricante de autopeças Bosch e a Honda, que anunciou estar aberta a alianças. Além da Lyft e da Waymo, unidade de carros autoguiados da Alphabet (dona da Google), que uniram forças em maio.

Mas desenvolver tecnologia continua a ser uma necessidade para manter a relevância das montadoras de automóveis. As empresas podem inicialmente até perder dinheiro com esse investimento, como ocorreu com os carros elétricos, mas a tendência é se superar.

As transformações no setor do transporte progridem a todo vapor e a façanha do carro sem motorista pode atrasar, mas com certeza chegará. Resta saber quando, e se estaremos vivos para presenciar. Enquanto isso, precisamos resolver problemas mais urgentes de nossa mobilidade, situação que permanece grave em grandes cidades de países como o Brasil.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

 

 

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Post pessimista.

    O carro autônomo é um caminho sem volta.

    Já se gastou muito até e o domínio já está grande e com certeza é aperfeiçoado a cada dia.

    Claro que de inicio terá aplicações específicas, mas com o passar do tempo o lucro e novas aplicações apareceram isto é inerente.

    Eu andei nas viagens gratuitas e de teste da Linha Azul do Metro de Sampa.

    Alguém imaginava que haveria a LInha 4 Amarela e que ela seria driver less ?

    Claro alguns cérebros brilhantes sim, mas a maioria não.

    E hoje está ai a Linha 4 Amarela “driver less”.

    O problema é que o$ JURÁ$$ICOS não fazem o dever de ca$a e nem querem a evolu$ão.

    PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    Mas ainda irei utilizar a linha de buzinho autônoma do Terminal Vila Iara à Estação CPTM Presidente Altino.

    I$to já pode $er realidade, basta eliminar algun$n JURÁ$$ICO$.

    MUDA BARSIL.

    Att,

    Paulo Gil

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