CPTM gasta R$ 4, 3 milhões apenas com vandalismo

Troca de para-brisa de trem custa R$ 14,8 mil

Foram 3.050 casos em 2016. Ataques com pedras no primeiro semestre de 2017 ultrapassa todo o ano passado

ADAMO BAZANI

Em época de crise econômica e redução de investimentos, principalmente em áreas como de transportes, o vandalismo tem consequências piores ainda.

Por falta de educação e cultura, muitos recursos que poderiam ser aplicados em melhorias e modernização são gastos para reparar danos ocasionados por uma minoria de pessoas que prejudica uma população inteira.

É o que ocorre com a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

A empresa que tem uma malha ferroviária de cerca de 260 km e cobre 22 cidades na Grande São Paulo, informou que somente no passado o vandalismo significou gastos de R$ 4,3 milhões.

Foram no total, 3050 ocorrências.

De acordo com a companhia, grande parte dos casos se refere a pedras que são lançadas contra os trens.

Somente no primeiro semestre de 2017, foram substituídos 192 para-brisas de trem.

O número é superior a todo ano passado, quando tiveram de ser trocados 188 para-brisas ao custo total de R$ 610.857,77.

A linha que mais sofreu com vandalismo foi a 8-Diamante, que teve de substituir somente no primeiro semestre deste ano, 61 para-brisas de trens.

Em reportagem de Simone de Marco, da Imprensa Oficial, o gerente de relacionamento da CPTM, Sérgio de Carvalho Jr., diz que um para-brisa de trem pode custar mais de R$ 14 mil, o mesmo preço de um carro usado.

“A frota dessa linha é composta exclusivamente por trens novos da série 8000 e cada substituição de para-brisa custa aproximadamente R$ 14,8 mil”

Dependendo do ato de vandalismo, o trem pode ficar até 48 horas indisponível para a população.

Apesar de câmeras de segurança e a atuação de vigilantes ,  a CPTM diz que o vandalismo tem aumentado, em especial, ao longo dos trajetos.

Uma das explicações é que quase todos os 260 km de malha são a céu aberto.

Além da vigilância e incentivo a denúncia pelo SMS do passageiro (97150-

4949), por exemplo, a companhia de trens diz que investe em campanhas educacionais para evitar ainda mais crescimento do vandalismo.

Uma das ações é permitir a grafitagem nos muros que separam os trilhos das vias convencionais .

O objetivo,  de acordo com o gerente de relacionamento, é aproximar o público jovem da companhia.

Além de parabrisas, sofrem com vandalismo luminárias, bancos, portas e equipamentos eletrônicos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Simples, quem quebra paga.

    Ai sim se justifica uma TAXA.

    Cobrem R$ 1,00 a mais na tarifa da CPTM e pronto.

    Sem choradeira.

    A única educação que a coletividade aprende, seja aonde for É NO BOLSO.

    PODE QUEBRAR, MAS VAI PAGAR.

    QUERO VER.

    Att,

    Paulo Gil

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