CPTM gasta R$ 4, 3 milhões apenas com vandalismo
Publicado em: 5 de agosto de 2017
Foram 3.050 casos em 2016. Ataques com pedras no primeiro semestre de 2017 ultrapassa todo o ano passado
ADAMO BAZANI
Em época de crise econômica e redução de investimentos, principalmente em áreas como de transportes, o vandalismo tem consequências piores ainda.
Por falta de educação e cultura, muitos recursos que poderiam ser aplicados em melhorias e modernização são gastos para reparar danos ocasionados por uma minoria de pessoas que prejudica uma população inteira.
É o que ocorre com a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
A empresa que tem uma malha ferroviária de cerca de 260 km e cobre 22 cidades na Grande São Paulo, informou que somente no passado o vandalismo significou gastos de R$ 4,3 milhões.
Foram no total, 3050 ocorrências.
De acordo com a companhia, grande parte dos casos se refere a pedras que são lançadas contra os trens.
Somente no primeiro semestre de 2017, foram substituídos 192 para-brisas de trem.
O número é superior a todo ano passado, quando tiveram de ser trocados 188 para-brisas ao custo total de R$ 610.857,77.
A linha que mais sofreu com vandalismo foi a 8-Diamante, que teve de substituir somente no primeiro semestre deste ano, 61 para-brisas de trens.
Em reportagem de Simone de Marco, da Imprensa Oficial, o gerente de relacionamento da CPTM, Sérgio de Carvalho Jr., diz que um para-brisa de trem pode custar mais de R$ 14 mil, o mesmo preço de um carro usado.
“A frota dessa linha é composta exclusivamente por trens novos da série 8000 e cada substituição de para-brisa custa aproximadamente R$ 14,8 mil”
Dependendo do ato de vandalismo, o trem pode ficar até 48 horas indisponível para a população.
Apesar de câmeras de segurança e a atuação de vigilantes , a CPTM diz que o vandalismo tem aumentado, em especial, ao longo dos trajetos.
Uma das explicações é que quase todos os 260 km de malha são a céu aberto.
Além da vigilância e incentivo a denúncia pelo SMS do passageiro (97150-
4949), por exemplo, a companhia de trens diz que investe em campanhas educacionais para evitar ainda mais crescimento do vandalismo.
Uma das ações é permitir a grafitagem nos muros que separam os trilhos das vias convencionais .
O objetivo, de acordo com o gerente de relacionamento, é aproximar o público jovem da companhia.
Além de parabrisas, sofrem com vandalismo luminárias, bancos, portas e equipamentos eletrônicos.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes




Amigos, bom dia.
Simples, quem quebra paga.
Ai sim se justifica uma TAXA.
Cobrem R$ 1,00 a mais na tarifa da CPTM e pronto.
Sem choradeira.
A única educação que a coletividade aprende, seja aonde for É NO BOLSO.
PODE QUEBRAR, MAS VAI PAGAR.
QUERO VER.
Att,
Paulo Gil