Processo de licitação de segundo trecho do BRT de Salvador começa com presença de ministro e assinatura de contrato com a CEF

Ministro das Cidades, Bruno Araújo, irá à capital baiana para assinar o contrato de financiamento com a CEF que viabilizará as obras do trecho, de 5,5 km

ALEXANDRE PELEGI

Alardeada como uma das principais intervenções na área de mobilidade na história de Salvador, a prefeitura da capital promete que o processo de licitação do trecho 2 da implantação dos corredores do BRT começará ainda em julho.

O primeiro passo será dado nesta segunda-feira, dia 31, quando o ministro das Cidades, Bruno Araújo, irá a Salvador para assinar o contrato de financiamento com a Caixa Econômica para as obras entre a estação da Lapa e o loteamento Cidade Jardim (Parque da Cidade), com extensão de 5,5km.

Já aprovado pelo Ministério das Cidades, o projeto do trecho 2 do BRT totaliza R$ 412 milhões. Deste valor R$ 300 milhões virão do Orçamento Geral da União (OGU), e os restantes R$ 112 milhões do CPAC – Programa de Financiamento das Contrapartidas do Programa de Aceleração do Crescimento.

Estão previstas no projeto a construção de seis estações: Vasco da Gama, Ogunjá, HGE, Rio Vermelho, Pedrinhas e Cidade Jardim. Também serão implantados viadutos na avenida Garibaldi e elevados paralelos no Vale das Pedrinhas e Cidade Jardim.

A construção ficará sob a coordenação da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), e a execução sob acompanhamento da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra).

Em entrevista para o jornal A Tarde, de Salvador, o secretário de Mobilidade, Fábio Mota, afirmou que a segunda etapa do BRT é garantia de melhoria na mobilidade para área mais conturbada da cidade.

Segundo Fábio Mota “o traçado do BRT viabilizará o acesso a bairros que estão entre os destinos mais procurados por usuários do transporte público. Será uma importante alternativa de mobilidade para a população, que passará a contar com mais um modal de transporte seguro, confortável e rápido para seu deslocamento diário”.

Fábio Mota, que é presidente do Fórum Nacional de Secretários de Transporte e Mobilidade, da ANTP, apontou na entrevista outras ações que irão melhorar a mobilidade na capital. A construção do BRT “é mais um esforço da gestão, ao lado de ações como a redução da idade média da frota de 12 anos para quatro anos e meio e o aumento da oferta de coletivos, construção de novas vias, além da melhoria promovida no viés tecnológico, com a implantação do CittaMobi que tem mais de 1,5 mil downloads, o Bilhete Único e Domingo é Meia, por exemplo”.

O projeto do BRT de Salvador foi idealizado com o intuito de integrar o Centro Histórico e a região do Iguatemi, considerados os dois principais centros econômicos de Salvador. O BRT visa ainda promover a descentralização de serviços e do setor econômico, conforme previsto pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e pela Lei de Ordenamento e Uso do Solo do Município (Louos).

Já o trecho 1 do BRT, que vai desde o loteamento Cidade Jardim (Parque da Cidade) até a estação de integração BRT/Metrô Iguatemi, já está em fase final de licitação para escolha da empresa que executará as obras.

PROJETO DO BRT:

O Trecho 2 do BRT de Salvador será integrado a outros modais, como o transporte coletivo por ônibus convencional e o metrô. As vias de ônibus convencionais existentes na avenida Vasco da Gama serão aproveitadas. Nos outros trechos, novas vias exclusivas serão construídas, com obras de macrodrenagem, urbanização e paisagismo ao longo do corredor. O projeto prevê ainda a implantação de ciclovias.

Visando facilitar a captação de recursos, o projeto foi dividido em três etapas.

No sistema BRT serão usados ônibus articulados, com capacidade para 170 passageiros, portas largas e comprimento máximo de 23 m. A velocidade comercial prevista é de 25 a 40 km/h. O projeto de BRT estima conseguir significativas reduções nos tempos de percurso.

O trecho 1, de 2,9 km, tem investimento previsto de R$ 377 milhões, com recursos já assegurados por meio de financiamento junto à Caixa Econômica Federal.

As obras de execução dos trechos podem ser feitas de maneira simultânea, mas a intenção da prefeitura é de entregar todas ao mesmo tempo.

O projeto estima atender cerca de 31 mil passageiros/hora (pico) até o ano de 2044.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    E Sampa..

    Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

    Quanta lezeira.

    Att,

    Paulo Gil

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