Metroviários de São Paulo decretam estado de greve e podem parar no próximo dia 27

Metroviários em ato conta terceirização de bilheterias nesta semana, na Estação Jabaquara – Divulgação - Sindicato Foto: Paulo Iannone/FramePhoto

Segunda categoria, atos são contra concessão de linhas e bilheterias à iniciativa privada

ADAMO BAZANI

Os metroviários de São Paulo decidiram decretar estado de greve.

Desta vez, a categoria protesta contra concessões das linhas 5-Lilás de metrô e 17-Ouro de monotrilho para a iniciativa privada. O leilão está marcado para o dia 28 de setembro. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/07/01/empresas-pedem-e-governo-de-sao-paulo-adia-leilao-das-linhas-5-do-metro-e-17-do-monotrilho/

Os protestos também são contra a terceirização das bilheterias.

Em nota, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo diz que haverá possibilidade de paralisação no próximo dia 27 de julho, uma quinta-feira:

Os metroviários de São Paulo são contrários à privatização das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro, que têm leilão marcado para 28/9, e a terceirização das bilheterias. Por isso, vários atos públicos estão marcados. A categoria decretou Estado de Greve, com indicativo de paralisação de 24 horas em 27/7.

Já foram realizados atos públicos nas estações Jabaquara (em 18/7) e Ana Rosa (19/7). Estão agendados atos em Itaquera (20/7) e Capão Redondo (21/7), todos a partir das 13h. Nesses dias será distribuído aos usuários do metrô uma Carta Aberta à Populaçãodenunciando os processos de privatização e terceirização.

No dia 24/7 os metroviários trabalharão sem uniforme e um grande ato público será realizado na estação Sé, no dia 25/7, a partir das 17h. O Sindicato também busca a via judicial para barrar as privatizações.

O leilão das duas linhas deveria ocorrer no dia 4 de julho, mas foi adiado devido a pedidos de empresas interessadas.

A empresa ou consórcio que quiserem operar o metrô e o monotrilho devem oferecer, no mínimo, lance de R$ 189,6 milhões.

A duração do contrato é de 20 anos e os vencedores receberão a parte correspondente das tarifas à operação dos dois trajetos e também podem explorar comercialmente as estações.

O valor do contrato é de R$ 10,8 bilhões, correspondentes às receitas tarifárias de remuneração e às explorações comerciais das áreas livres das estações.

A empresa vencedora deve fazer investimentos nesse período de R$ 3 bilhões, entre modernização de espaços e frota nova.

O leilão não envolve a construção das novas estações da linha 5 Lilás e de todo o trajeto do monotrilho, cujos custos serão bancados pelo Governo do Estado.

Em todas as linhas, o Metrô transporta em torno de 4,5 milhões de pessoas por dia.

CPTM:

Já no próximo dia 1º de agosto, funcionários da CPTM prometem cruzar os braços.

A categoria protesta contra redução de 3,51% nas folhas de pagamento.

Esse percentual se refere ao dissídio de 2011 que, depois recursos do Governo do Estado de São Paulo, foi derrubado .

A CPTM, em nota o Diário do Transporte , confirmou que vai realizar o desconto

A CPTM esclarece que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) decidiu em abril deste ano que o índice de reajuste determinado pelo TRT –SP (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo) no dissídio coletivo de 2011 é indevido.

Portanto, em cumprimento à decisão judicial, a Companhia irá aplicar a redução da tabela salarial, em 3,51%, a partir do mês de julho/17. Ressalta-se que a CPTM é obrigada a cumprir determinação do TST, sob pena de crime de responsabilidade dos seus gestores. Os valores já pagos e recebidos pelos empregados até agora não serão descontados.

No dia 31 deste mês, os sindicatos devem fazer nova assembleia para decidir se paralisam ou não.

A categoria é dividida em quatro sindicatos:

Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Luz / Francisco Morato / Jundiaí) e 10-Turquesa (Brás / Santo André / Rio Grande da Serra).

Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: funcionários das linhas 8-Diamante (Júlio Prestes / Itapevi / Amador Bueno) e 9-Esmeralda (Osasco/ Grajaú).

Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil: funcionários que atuam nas linhas 11-Coral  (Luz / Mogi das Cruzes / Estudantes) e 12-Safira (Brás / Itaquaquecetuba / Calmon Viana).

Sindicato dos Engenheiros

A CPTM transporta em torno de 3 milhões de pessoas por dia.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Benedito Salgado disse:

    Tem que privatizar tudo,pois so assim o pessoal sabera como trabalhar com responsabilodade para dar valor pois eles nao dao o merecodo pois sabe que todo mes seu salario esta la sem preocupação.

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