Rodoviários puxam alta da Scania no mercado de ônibus
Publicado em: 18 de julho de 2017
Urbanos também tiveram crescimento, mas com volume de vendas menor
ADAMO BAZANI
A montadora de ônibus e caminhões Scania, de São Bernardo do Campo, anunciou nesta terça-feira que, na contramão do mercado, apresentou alta nos emplacamentos de veículos pesados no primeiro semestre, como já havia mostrado o Diário do Transporte em matéria sobre balanço do desempenho das vendas de automóveis da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/05/02/vendas-de-onibus-acumulam-queda-de-2017-de-acordo-com-a-fenabrave/
A Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores revela que somente Scania e Iveco registraram alta de emplacamentos nos segmentos de ônibus. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/07/06/producao-de-chassi-de-onibus-cresce-79-mas-licenciamentos-registram-queda-de-136-no-primeiro-semestre/
A Scania informa que registrou elevação tanto nas vendas de ônibus rodoviários como de urbanos no segmento acima de 8 toneladas.
O crescimento de 84% foi puxado pelo segmento de rodoviários que, em volume, representou a maioria dos veículos vendidos, como 204 chassis 249 comercializados pela marca, como diz a empresa em nota:
“A Scania fechou o acumulado de janeiro a junho com 84% de acréscimo de vendas no mercado em que atua, acima de 8 toneladas. Foram negociados 249 chassis. Já em 2016, no mesmo período, o montante chegou a 135. Enquanto que o setor caiu 16,8%. Nos rodoviários, os 204 chassis (132 em 2016) renderam uma alta de 54,5% e a vice-liderança da categoria. O mercado regrediu 17,4%. A participação da marca subiu de 16,2% para 30,3% (maior aumento dentre os concorrentes). Nos urbanos, a Scania também registrou aumento de vendas e de participação de mercado. Neste primeiro semestre, já foram vendidos 45 chassis.”
Na mesma nota, o diretor-geral da Scania no Brasil, Roberto Barral, diz que a empresa, que completou 60 anos no país neste mês, investiu em produtos e atendimento.
“Num momento de forte queda do mercado, continuamos crescendo. Faz a diferença a estratégia de foco no varejo, regionalizar o trabalho da equipe e conquistar novos clientes. O segredo da marca é oferecer os produtos com o menor custo por quilômetro rodado e de maior economia de combustível … Especificadamente, nos caminhões os grandes frotistas estão, aos poucos, voltando a comprar e temos uma posição fortalecida entre eles. Nos ônibus, estamos nos destacando no segmento de chassis rodoviários… Estamos colhendo ótimos frutos em todo o país nos dois segmentos de ônibus, tanto nos rodoviários quanto nos urbanos. A confiabilidade e a economia dos nossos produtos vêm fazendo a diferença”
No ranking geral de marcas de ônibus, considerando todas as categorias e segmentos, a Scania figura na 5º posição, segundo o ranking da Anfavea:
1º) Mercedes-Benz: 2.268 ônibus licenciados no primeiro semestre, queda de 27 % em relação a janeiro – junho do ano passado.
2º) MAN (Volkswagen Caminhões e Ônibus): 896 ônibus licenciados no primeiro semestre, queda de 2,87 % em relação a janeiro – junho do ano passado.
3º) Iveco: 677 ônibus licenciados no primeiro semestre, alta de 163,4% em relação a janeiro – junho do ano passado.
4º) Agrale (contanto minionibus Volare, vendidos já montados):557 ônibus licenciados no primeiro semestre, queda de 39,3% em relação a janeiro – junho do ano passado.
5º) Scania: 249 ônibus licenciados no primeiro semestre, alta de 84,4% em relação a janeiro – junho do ano passado.
6º) Volvo: 166 ônibus licenciados no primeiro semestre, queda de 50% em relação a janeiro – junho do ano passado.
Somando ônibus e caminhões, no semestre, a Scania diz que vendeu 2.524 unidades.
No segmento de caminhões pesados, segundo a empresa, caminhão R 440 se manteve na liderança, com 1043 unidades.
O ranking da Fenabrave, dos 10 veículos pesados mais emplacados, além do líder R 440 (13,7% de participação), ainda conta com mais três Scania: P 310 ( 290 unidades), G 440 (280), e R 480 (215). A marca permanece como única a ter quatro caminhões entre os 10 mais desejados.
De janeiro a junho, a Scania vendeu 2.275 unidades na faixa em que atua, acima de 16 toneladas, que abrange os caminhões semipesados e pesados. Um crescimento de 9,6% em comparação ao mesmo período de 2016 (2.076 unidades), num mercado que caiu 13,4%. A participação subiu de 13,7% para 17,4% (a maior crescente dentre os concorrentes). No segmento dos pesados, a marca vendeu 1.909 unidades. Alta de 8,2% em relação aos 1.764 modelos comercializados de janeiro a junho do ano passado. Enquanto que o mercado caiu 4,2%. A participação passou de 22,3% para 25,2% (maior evolução entre os competidores). Nos semipesados, as 366 unidades propiciaram um acréscimo de 17,3%, no comparativo com os 312 veículos de 2016, e foram na contramão da queda de 23,4% da categoria. A participação foi ampliada de 4,3% para 6,6%. – explica nota da empresa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Amigos, bom dia.
BOAS NOVAS.
E bom saber que o buzão SCANIA, está de volta nos estradões do Barsil.
Parabéns!
Att,
Paulo Gil
Não quero presenciar um monopólio de alguma marca. Prefiro uma variedade de carrocerias e chassis.
Parabéns Scania!
Tomara que todas as fabricantes superem essa “crise”
Gostaria que a Scania pensasse mais alto e batalhasse para ter mais participação de mercado. Vendeu APENAS 45 chassis de ônibus urbanos. O produto Scania é excelente, mas não consegue penetração do mercado. Provavelmente o preço é o principal fator. Ver a alta em % é enganador. Afinal, a Iveco teve queda de vendas e mesmo assim vendeu 3 vezes mais em unidades absolutas. A Iveco está há pouco tempo no mercado brasileiro de ônibus e já ultrapassou a Scania que está aqui há 60 anos. E fora também o descompasso no lançamento de produtos. Depois de mais de 20 anos de funcionamento de chassis biarticulados no país é que a Scania lança o produto dela, e que dificilmente conseguirá entrar nos maiores mercados nacionais destes tipos de veículo (Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo). Nos superarticulados, que são a bola da vez em SP, nem sinal dos Scania. Talvez isso se explique pelo fato de que um dos maiores grupos empresariais de ônibus que opera em SP também é proprietário de concessionárias Mercedes-Benz. Mas, enfim, a Scania tem produtos que são de ponta, mas a empresa parece que se contenta com uma participação marginal de mercado.
Daniel Batista dos Santos, boa noite.
Com diz o meu sábio pai; tem dois tipos de empresas.
A que precisa vender.
e
A que não precisa vender.
A Scania não precisa vender, ou melhor ela só vende o Filet de primeira, portanto custa caro, quem quer compra quem não quer não compra.
É isso.
Abçs,
Paulo Gil