Obra ficou R$ 174 milhões mais cara indevidamente, sustentam promotores
ADAMO BAZANI
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso e o Ministério Público Federal concluíram um extenso relatório que aponta diversas irregularidades envolvendo o VLT – Veículo Leve sobre Trilhos entre Cuiabá e Várzea Grande.
A ligação era prevista em contrato de 2012 da Secretaria da Copa do Mundo – Secopa e deveria estar pronta já no início de 2014 .
Inicialmente a proposta era de um BRT, corredor de ônibus, que foi trocada por VLT, causando desconfiança por parte dos promotores. Relembre:
Prazos, majoração de valores e desconsideração de uma auditoria contratada por quase R$ 4 milhões para retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos estão entre algumas irregularidades apontadas pelos procuradores e promotores.
O MPF concluiu que houve um acréscimo de 26,43% em relação ao que a auditoria da KPMG apontou como necessário para concluir a obra e que houve distorção dos valores finais apresentados pela empresa de consultoria
Os procuradores e promotores sugerem que o Estado de Mato Grosso e o Consórcio VLT desconsideram as recomendações da consultoria quanto a prazos, valores e métodos para retomada das obras
Faltam em torno de 30% das obras para que finalmente o sistema de VLT possa operar entre Cuiabá e Várzea Grande.
O prazo proposto de 24 meses para esta conclusão por parte do Governo do Estado também é contestado pelo Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual.
A KPMG sugeriu um prazo de 19 meses, entretanto, os procuradores veem possibilidade de o consórcio pedir reequilíbrio do contrato, deixando as obras ainda mais caras.
O Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual também constataram uma majoração indevida de R$ 174,4 milhões no preço do VLT e não acolheram as argumentações do Estado e do Consórcio VLT de que houve erro aritmético
O procurador Vinícius Alexandre Fortes de Barros e o promotor André Luiz Almeida por fim, em relatório assinado no dia 13 de julho de 2017 disseram que aceitam nova proposta do VLT, Entretanto, antes devem ser corrigidas estas e outras irregularidades apontadas pela auditoria dos órgãos.
O Governo do Estado e o Consórcio VLT ainda podem responder às fundamentações do MPF e MPE.
Já foi gasto mais de R$ 1,2 bilhão no modal, desde o projeto.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
