Sindicato descarta paralisação de ônibus em Curitiba e região no dia de “greve geral”
Publicado em: 27 de junho de 2017
Diferentemente do que ocorreu nos dois últimos movimentos, ônibus devem funcionar normalmente o dia todo
ADAMO BAZANI
O Sindimoc, sindicato que reúne os motoristas, cobradores e demais funcionários dos transportes coletivos de Curitiba e região metropolitana, descartou paralisar os serviços de ônibus na próxima sexta-feira, 30 de junho de 2017, quando centrais sindicais vão realizar mais um Dia Nacional de Protestos contra as reformas da Previdência e trabalhistas.
A entidade sindical confirmou, em nota, que vai participar do movimento, mas sem parar os ônibus.
Embora sem realizar greve geral, a categoria estará mobilizada contra as reformas e os cortes de direitos, em um ato em horário e local a ser definido, conjuntamente com dezenas de outras categorias que também participarão dos protestos.
A manifestação irá simbolizar nosso repúdio à retirada de direitos dos trabalhadores, propostas pelo Governo Federal, por meio da Proposta de Emenda Constitucional 287/2016 (Reforma Previdência) e o Projeto de Lei 6787/2016 (Reforma Trabalhista).
Seguimos firme na luta contra toda tentativa de retirada de direitos.
Haverá concentrações e protestos em terminais e na região central de Curitiba, mas sem afetar a circulação dos ônibus.
METRÔ DE SÃO PAULO:
Já as 4,5 milhões de pessoas que usam o Metrô na capital paulista devem se preparar. O Sindicato dos Metroviários acenou para a possibilidade de parar as linhas estatais do Metrô de São Paulo.
Na última paralisação, que ocorreu em 28 de abril, foram afetados os transportes e, consequentemente, outras categorias que não estavam em greve, mas que foram prejudicadas para chegar ao trabalho.
A intenção do Sindicato dos Metroviários é não operar das 4h40 (horário das primeiras viagens) até zero hora de sábado, afetando os passageiros das linhas 1 – Azul (Jabaquara / Tucuruvi), 2 – Verde (Vila Prudente / Vila Madalena), 3 – Vermelha (Barra Funda / Itaquera) e 5 Lilás (Capão Redondo / Adolfo Pinheiro) e o monotrilho 15-Prata, que só tem duas estações e está incompleto.
A linha 4-Amarela (Butantã/Luz), que é privada e não tem metroviários conduzindo os trens, que são autônomos, deve funcionar normalmente, como ocorreu nas ocasiões anteriores.
Nas últimas duas manifestações, nos dias 15 de março e 28 de abril, foram também afetados parcialmente os serviços de trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, os ônibus municipais da capital paulista e de alguns municípios da Grande São Paulo.
Motoristas de ônibus e ferroviários ainda vão decidir se aderem ou não, embora haja uma sinalização de que os motoristas de ônibus, diferentemente do que ocorreu anteriormente, não devem cruzar os braços.
O Metrô de São Paulo informou que se houver mesmo a paralisação, deve solicitar a Operação Paese – Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência para que parte dos serviços seja atendida por ônibus. No dia 29, os metroviários devem fazer uma assembleia para decidir oficialmente se paralisam ou não.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

