Empresas falam em colapso do sistema de transportes do Rio de Janeiro e dizem que não terão condições de dar aumento salarial para funcionários

Ônibus parados da Via Rio, umas das empresas que fecharam as portas na cidade

De acordo com Rio Ônibus, congelamento de tarifa e liberação de vans podem prejudicar BRT, compra de ônibus novos e empregos de motoristas e cobradores

ADAMO BAZANI

A queda de braços entre a administração Marcelo Crivella e as empresas de ônibus do Rio de Janeiro ganha mais um capítulo.

O Rio Ônibus, que é o sindicato que representa as viações, divulgou na manhã desta sexta-feira, 09 de junho de 2017, um comunicado pelo qual diz que as ações da prefeitura podem prejudicar o sistema de transportes da cidade que, segundo a entidade, já está em colapso.

A principal queixa dos empresários de ônibus é o congelamento do valor da tarifa em R$ 3,80, decisão do prefeito Marcelo Crivella e do vice-prefeito e secretário de transportes, Fernando Mac Dowell.

Segundo o comunicado, o congelamento do valor das tarifas vai impedir as empresas de concederem aumento salarial aos motoristas e cobradores e também impossibilitar a renovação de frota de ônibus com ar condicionado.

As companhias de ônibus ainda se queixam da liberação da circulação das vans, medida que, ainda segundo as empresas, pode prejudicar o BRT, sistema de corredores de ônibus da cidade.

“Para agravar o cenário, as decisões da prefeitura criaram uma verdadeira farra de vans e Kombis. Muitas delas operam ilegalmente sem fiscalização, totalmente à margem da lei. O estímulo equivocado ao transporte alternativo também está destruindo o sistema BRT, principal projeto de mobilidade da cidade, pondo em risco a viabilidade de um modelo de transporte aprovado pela população distrito do comunicado”

A entidade voltou a falar da possibilidade de fechamento de mais companhias de ônibus por causa da situação do sistema. Onze companhias correm este risco, segundo o Rio Ônibus. Desde 2015, sete já fecharam as portas.

2017:

– Transportes Santa Maria

2016:

– Auto Viação Bangu (Consórcio Santa Cruz)

– Algarve (Consórcio Santa Cruz)

2015

– Translitorânea (Consórcio Intersul)

– Rio Rotas (Consórcio Santa Cruz)

– Andorinha (Consórcio Santa Cruz)

– Via Rio (Consórcio Internorte)

Segundo comunicado das empresas, mais de 3 mil funcionários do sistema rodoviário perderam os empregos

A nota ainda diz que a “omissão da prefeitura vai levar a paralisação de todo sistema, que emprega diariamente 35 mil trabalhadores, beneficiando entre rodoviários e familiares, mais mais de 100 mil pessoas”.

A mensagem, em seu final, ainda diz que a prefeitura por lei deveria conceder o aumento das tarifas para recomposição de custos das empresas ao longo de 2016, como o reajuste de 10% nos salários dos motoristas, cobradores e demais funcionários, índice acima da inflação.

“Conceder o reajuste anual da tarifa não é um favor, é uma obrigação contratual da prefeitura que cumpriu os contratos com outras duas concessionárias da área de transporte do Rio”.

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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Mas a pergunta ainda NÃO foi respondida.

    ” A QUEM INTERESSA O COLAPSO DAS EMPRESAS DE ÔNIBUS DO RIO DE JANEIRO ? ”

    Quem responderá ??

    Esta faltando objetividade.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Marcos Ornelas Martins Assis disse:

    Essas empresas tem mais é que falir mesmo! Por causa dessa máfia de empresários bandidos o metrô e o VLT não vão para frente. A justiça sendo feita! Se eu fosse o Crivella abaixaria o preço da passagem e aumentaria as obrigatoriedades das empresas só para dar um empurrãozinho a mais para as empresas terminarem de falir!

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