Empresas de São Paulo dizem que greve de ônibus será precipitação

De acordo com SPUrbanuss, em nota, as negociações estão sendo realizadas

ADAMO BAZANI

O paulistano deve estar atento porque o Sindmotoristas, sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo, ameaça paralisar os terminais urbanos da cidade nesta terça-feira, 16 de maio de 2017, das 14h às 17h.

A categoria não aceita a proposta dos empresários de ônibus de conceder reajuste de 3%, ainda dividido em duas parcelas. Não houve proposta, de acordo com a entidade sindical trabalhista, sobre PRL – Participação nos Lucros e Resultados.

Os motoristas e cobradores de ônibus querem reajuste real de 5%, além da reposição da inflação.

Em nota no início da tarde desta terça-feira, 15 de maio, o SPUrbanuss, que é o sindicato que reúne as empresas do subsistema estrutural (das linhas maiores), considera uma eventual greve ou paralisação ato precipitado e ainda afirma que o setor de transportes por ônibus têm sido afetado por diversas dificuldades do ponto de vista financeiro e pela queda de demanda:

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo – SPUrbanuss informa que a negociação com o Sindicato dos Motoristas encontra-se em pleno andamento. Neste mês de maio, ocorreram, apenas, duas rodadas de negociações e novas reuniões já estão previamente agendadas, desde abril.  Assim, qualquer movimento paredista ou manifestação que cause prejuízos à prestação dos serviços para a população – tendo, como único objetivo, pressionar as autoridades responsáveis pela gestão do transporte municipal ou os empresários do setor – é precipitado e intempestivo.

 No último ano, o setor dos transportes por ônibus tem sido afetado, drasticamente, pela queda de passageiros pagantes e pela diminuição da atividade econômica, com sérios impactos na arrecadação municipal. Essa situação tem gerado constantes atrasos nos repasses de recursos orçamentários, provocando resultado financeiro negativo para as empresas, obrigando-as a recorrer a instituições bancárias, para garantir a operação dos ônibus com segurança e qualidade.

 Os trabalhadores do setor sempre mereceram o devido respeito por parte das empresas operadoras, tendo recebido aumentos salariais bem acima da inflação, nos últimos quatro anos. Além disso, nesse período, houve manutenção do nível de emprego e significativas melhorias nos benefícios sociais, tais como: assistência médica e odontológica, cesta básica, auxílio refeição, dentre outros.

 Cabe destacar ainda que o salário/hora dos motoristas e cobradores de São Paulo é maior do que aquele praticado, para as mesmas funções, em qualquer outra capital brasileira.

 As empresas associadas ao SPUrbanuss estão envidando todos os esforços para que o direito de ir e vir dos clientes dos ônibus urbanos continue assegurado e para que as negociações prossigam no seu ritmo normal e alcancem pleno êxito.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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