Greve Geral: Empresas de ônibus de São Paulo pedem à polícia e GCM segurança para a operação nesta sexta-feira

SPUrbannus, que reúne viações,s também quer que sindicalistas não bloqueiem saída dos ônibus das garagens

ADAMO BAZANI

O SPUrbanuss – Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo pediu às Secretarias de Segurança Pública do Estado de São Paulo e de Segurança Urbana do município, proteção para garantir a circulação dos ônibus e o funcionamento de garagens e terminais nesta sexta-feira, 28 de abril, dia considerado pelas centrais sindicais como greve geral contra as reformas trabalhista e da previdência.

O pedido foi feito por meio de cartas oficiais.

O Sindmotoristas, sindicato que representa os trabalhadores, diz que a categoria vai aderir às manifestações e que não deve colocar os ônibus do subsistema estrutural, que reúne as empresas mais tradicionais, em circulação por 24 horas nesta sexta-feira.

A representação patronal também mandou carta oficial à entidade trabalhista pedindo que não haja bloqueios na madrugada e na manhã que impeçam a saída dos ônibus das garagens e contesta o fato de não ter sido notificado oficialmente  em 72 horas antes da paralisação. Confira a nota completa:

O SPUrbanuss – Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo informa que encaminhou hoje, dia 27, ao Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo – Sindmotoristas correspondência solicitando que os trabalhadores não bloqueiem, na madrugada e manhã desta sexta-feira, dia 28, a saída dos ônibus urbanos das garagens, garantindo a operação da frota e o atendimento da população.

 A solicitação decorre da decisão do Sindmotoristas – sem notificação formal de 72 horas, como determina a Lei de Greve (Lei No 7783/89) – de aderir ao movimento paredista contra as reformas da Previdência e Trabalhista. O SPUrbanuss lembra que o transporte coletivo de passageiros é uma atividade essencial, que não pode sofrer solução de continuidade. Reforça, ainda, os enormes prejuízos que uma eventual paralisação causará aos usuários, à cidade e a toda a população paulistana, bem como às empresas operadoras.

 O SPUrbanuss também enviou correspondência às Secretarias de Segurança Pública do Estado de São Paulo e de Segurança Urbana do Município, solicitando as providências necessárias para garantir a circulação da frota e a operação das garagens e terminais urbanos.

LOTAÇÕES

Os ônibus do subsistema local, que reúne as empresas que surgiram a partir das cooperativas, devem funcionar nesta sexta-feira, porém ,as operações podem ser prejudicadas Caso haja fechamento de terminais ou bloqueios em vias.

Trens da CPTM e Metrô estão proibidos de parar, mesmo assim, não devem funcionar:

A juíza da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Ana Luiza Villa Nova, atendeu no final da tarde de hoje pedido de liminar do Governo do Estado de São Paulo e proibiu a realização de greve total ou parcial dos serviços públicos de transporte metroviário e ferroviário nesta sexta-feira 28 de abril de 2017, dia considerado por centrais sindicais como greve geral contra as reformas da previdência e trabalhista.

Segundo nota divulgada pelo próprio Governo do Estado de São Paulo, cada sindicato que descumprir a determinação, receberá multa de R$ 937 mil.

O Estado de São Paulo obteve na Justiça, na tarde desta quarta-feira (26), liminar que garante o direito de locomoção dos cidadãos e determina que os sindicatos se abstenham de promover a greve total ou parcial dos serviços públicos de transporte metroviário e ferroviário nesta sexta-feira, 28. O descumprimento da decisão acarretará multa no valor de R$ 937 mil a cada sindicato.

Os ônibus estão fora desta decisão.

Outra decisão anterior determinava 80% dos funcionários do Metrô atuando nos horários de pico e 60% nas demais horas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Greve Geral: Empresas de ônibus de São Paulo pedem à polícia e GCM segurança para a operação nesta sexta-feira

  1. TRABALHADORES VAMOS ADERIAR A GREVE E MOSTRAR PARA ESSE GOVERNO QUE NÃO ACETAMOS ESSA REFORMA MASSACRANTE.

  2. Roberto Aparecido Lavorato dos Santos // 28 de abril de 2017 às 08:10 // Responder

    É difícil. Ninguém quer ficar sem transportes mas também não queremos a indevida emissão de injustos passaportes. Viagens corretas para todos!
    Enquanto não se decidir a legalidade neste país será assim uma guerra enfim….

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