Câmara de São Paulo recebe proposta da prefeitura para Fundo de Privatizações

Secretário municipal Desestatização e Parcerias, Wilson Poit, apresenta aos vereadores o Projeto da Comissão Municipal de Desestatização e do Fundo Municipal de Desenvolvimento – FOTO: Comunicação Câmara Municipal de São Paulo

Administração também quer criar uma Comissão Municipal de Desestatização. Bilhete Único e terminais de ônibus estão na mira

ADAMO BAZANI

A Câmara Municipal de São Paulo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que recebeu da Prefeitura de São Paulo, nesta quinta-feira, 13 de abril de 2017, além da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o projeto de lei PL 240/2017 que cria a Comissão Municipal de Desestatização e também o Fundo Municipal de Desenvolvimento, que é um fundo que reunirá o dinheiro obtido pelas concessões e privatizações de espaços e serviços públicos.

O projeto foi levado pelo prefeito em exercício, Bruno Covas (PSDB), acompanhado do secretário de municipal Desestatização e Parcerias, Wilson Poit.

Joao Doria está na Coreia do Sul, onde anunciou uma parceria com a Samsung para testar um sistema de pagamento de tarifa de ônibus municipais com celular. Relembre: http://wp.me/p18rvS-8SD

Na nota da Câmara Municipal, o secretário de desestatização afirma que o objetivo do fundo é reunir numa única conta todo o dinheiro obtido pelas privatizações e concessões.

“Neste projeto, estamos criando o FMD (Fundo Municipal de Desenvolvimento). Todos os recursos que vierem dessas empresas municipais, desses ativos e imóveis, serão conduzidos para uma única conta, cuja prioridade será o investimento em educação, saúde, habitação, segurança e mobilidade”

Atividades como o serviço funerário municipal e a gestão do Bilhete Único dos transportes e espaços como o Autódromo de Interlagos e terminais de ônibus estão na mira das privatizações ou concessões.

Há aproximadamente um mês, a Prefeitura de São Paulo anunciou que a “privatização” do Bilhete Único tinha aproximadamente 10 consultas de interessados. O sistema hoje possui em torno de 15 milhões de cartões cadastrados, que reúnem dados estratégicos para empresas de crédito e do setor bancário.

De acordo com o poder público, a gestão e operação do Bilhete Único têm um custo anual de R$ 430 milhões. No entanto, a alta movimentação de recursos, com quase 9 milhões de clientes cativos, tem chamado a atenção da iniciativa privada.

A ideia da prefeitura, além se livrar do custo anual de Bilhete Único, é transformar o cartão em multiuso. Assim, o bilhete poderia ser usado como crédito, débito e para pagar refeições e atividades culturais.

Quanto aos 29 terminais de ônibus, a prefeitura promete transformar os espaços em áreas de conveniência, reunindo estabelecimentos comerciais, creches e unidades semelhantes às do Poupatempo.

Um dos primeiros espaços que devem ser vendidos será o Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo.

Na nota da Câmara, o presidente da casa vereador Milton Leite (DEM), alertou quanto à venda do Autódromo de Interlagos antes que seja aprovado o projeto de intervenção urbana no entorno do complexo, a chamada Operação Urbana Arco Jurubatuba, prevista na Lei de Zoneamento.

“Com essa alteração da Lei [de Zoneamento], que trata da intervenção urbana no Jurubatuba, podemos mudar o potencial de arrecadação do Autódromo de R$ 2 bilhões para R$ 8 bilhões. Com isso, os CEPAC (Certificados de Potencial Adicional de Construção), podem ser vendidos por mais R$ 6 bilhões. A cidade não pode abrir mão desses recursos”, afirmou na nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Câmara de São Paulo recebe proposta da prefeitura para Fundo de Privatizações

  1. Amigos, boa noite.

    Simplifiquem.

    Privatizem o Brasil, porque nao da mais.

    Att,

    Paulo Gil

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