Move-BRT recebe nota baixa em estudo da BHTrans no quesito acessibilidade
Publicado em: 9 de abril de 2017
Técnicos vistoriaram estações do sistema analisando 92 diretrizes, agrupadas em quatro blocos: travessias, passarelas, acessos às plataformas e elementos das plataformas
ALEXANDRE PELEGI
O Move, sistema de Transporte Rápido por Ônibus implantado em Belo Horizonte, recebeu nota baixa no item acessibilidade. Inaugurado em 8 de março de 2014, com operação inicial apenas no corredor Cristiano Machado e central – composto pelas avenidas Santos Dumont e Paraná, teve seus demais corredores inaugurados posteriormente. Hoje o Move opera uma rede de 23 km de corredores, atendendo a 500 mil passageiros por dia.
Após três anos, o Move recebeu da própria gestora do sistema, a BHTrans, uma nota sofrível no quesito acessibilidade às estações: nota 6, numa escala de 1 a 10. Se é uma nota que “dá para passar de ano”, por enquanto ela não condiz com um sistema que nasceu prometendo modernidade e atenção para itens essenciais da mobilidade.
Os técnicos vistoriaram as estações do sistema analisando, ao todo, 92 diretrizes, agrupadas em quatro blocos: travessias (nota 60%), passarelas (65%), acessos às plataformas (69%) e elementos das plataformas (a pior nota, 44%).
A média para cada um dos quatro blocos, em cada um dos três corredores, ficou assim: Centro (65%), Antonio Carlos (62%) e Cristiano Machado (61%). A média dos três atingiu 62%.
Desleixo e vandalismo
O desleixo do poder público na conservação e manutenção das estruturas de acesso às estações (como as calçadas) foi fator decisivo de rebaixamento das notas. As calçadas, com nota 56%, formam uma das diretrizes da travessia, um dos quatro grandes blocos analisados pelo estudo. E sem calçada fica difícil falar em acessibilidade…
Outro fator que contribuiu para as notas baixas foi o vandalismo.
A maior nota do estudo foi para o item catraca (95%). Só não foi 100% porque nem todas elas permitem a passagem de cadeirantes. A única nota zero foi para os mapas nas estações, que não conseguem ser visualizados por pessoas com deficiência visual.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Amigos, boa noite.
Uma perguntinha:
Não foi efetuado um projeto por uma equipe de engenheiros ???
Isso não cola mais, parem com isso.
Eles não tem CREA ?????
Att,
Paulo Gil
O projeto não foi aprovado pela BHTrans? Omissão? Depois de 3 anos em funcionamento, onde estava a administradora do sistema? Esta nota também deve ser da BHtrans! Lamentável que a mobilidade no Brasil seja administrada assim.