Vendas de ônibus registram queda de 24,5% no primeiro trimestre de 2017

Refrota é visto com otimismo, mas ainda não surtiu efeitos nos números de emplacamentos

Medidas de incentivo à renovação, como o Refrota 17 ainda não foram sentidas pelo mercado

ADAMO BAZANI

Os segmentos de veículos pesados comerciais ainda sentem a crise econômica brasileira.

Medidas de incentivos à renovação dos veículos, como Rerota 17, que possibilita financiamento a custos menores com recursos do FGTS para substituição de 10 mil ônibus urbanos, ainda não surtiram efeito.

Balanço divulgado nesta segunda-feira, 03 abril de 2017, pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores mostra que os emplacamentos de veículos pesados acumulam queda no primeiro trimestre de 2017 de 25,32% em comparação com o mesmo período de 2016.

Foram emplacados nos três primeiros meses deste ano 12.198 pesados ante 16.334 no período de janeiro a março de 2016.

O segmento de ônibus registrou queda de 24,55% no primeiro trimestre, com 2523 unidades emplacadas.

A queda no segmento de caminhões foi de 25,52% com 9675 veículos.

De acordo com a Fenabrave, entretanto, se forem contabilizados os dados de todos os automóveis, levando em consideração, além dos ônibus e caminhões, carros e comerciais leves, a queda acumulada no ano é de 1,94%, mas entre fevereiro e março, houve alta de 5,5%.

A federação também divulgou o ranking das marcas do setor. Em relação aos ônibus e caminhões praticamente não houve alteração na participação das marcas, com liderança para Mercedes Benz, seguida da Volkswagen.

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Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes