Obras de 13 corredores de ônibus em São Paulo estão paradas ou sequer começaram

Mesmo com faixa, desempenho dos ônibus não é satisfatório na Radial Leste. Via deveria ter corredor, mas obras não andam. Foto: ViaTrolebus

Problemas com o Tribunal de Contas e falta de verbas estão entre os principais motivos

ADAMO BAZANI

O plano de metas apresentado pelo prefeito João Doria na última quinta-feira na Câmara Municipal de São Paulo apenas cita o “Rapidão”, entre os terminais Capelinha e João Dias, na zona Sul da cidade, como corredor de ônibus BRT, mas não estipula parâmetros quanto ao total destes espaços que deveriam ser implantados.

A gestão passada, do prefeito Fernando Haddad, alegando se adequar para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e problemas financeiros, prometeu 150 km de corredores de ônibus entre 2013 e 2016, mas de fato entregou 38,5 km ou 66 km se forem contadas as reformas.

Nesse momento, 13 corredores de ônibus estão com obras paradas ou sequer saíram do papel.

Chamam mais atenção corredores de ônibus cujas obras começaram e tiveram de ser interrompidas como da Estada M Boi Mirim, na zonal, e Radial Leste, além do terminal Jardim Ângela, na zona Sul.

Os três empreendimentos custariam em torno de R$ 1 bilhão. No caso do trecho de 12 km do Corredor da Radial Leste, o Tribunal de Contas da União suspendeu as obras em 2016, alegando irregularidades na licitação e sobrepreço. Isso impediu a aprovação da liberação de recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. A prefeitura terá de arcar com recursos próprios o corredor da Radial e busca também dinheiro para concluir o corredor da Estrada do M Boi Mirim.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes