Governo do Estado de São Paulo diz que se congelamento das tarifas for mantido, reajuste dos metroviários e ferroviários ficará comprometido

Declaração é do secretário de transportes metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, durante lançamento de licitação de edital que vai conceder à iniciativa privada as linhas 5 Lilás do Metrô e 17-ouro do monotrilho

ADAMO BAZANI

O secretário de transportes metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que o governo estadual ainda planeja aplicar o reajuste das tarifas integradas entre ônibus da SPTrans e rede de trilhos (Metrô/CPTM) ainda neste ano. O caso está sendo analisado pela presidente do Superior Tribunal de Justiça, Laurita Vaz, após derrotas e recursos sucessivos da gestão Alckmin no início do ano.

Pelissioni afirmou que se o Governo não conseguir decisão judicial favorável e não aumentar o valor das integrações, o reajuste salarial dos metroviários e ferroviários pode estar comprometido

” Estamos esperando que nos próximos dias haja um pronunciamento…  Vamos ter que estudar alguma maneira de recompor isso, mesmo porque agora temos o dissídio dos funcionários. Se não tivermos nada, fica difícil de dar qualquer reajuste”

As declarações foram dadas pelo secretário em entrevista coletiva durante lançamento de edital de concessão à iniciativa privada da linha 5 Lilás do Metrô e 17-Ouro do monotrilho, nesta quinta-feira, 30 de março, em entrevista coletiva,

Num dos recursos, o Governo do Estado diz que o congelamento das tarifas integradas pode causar no ano prejuízos de R$ 400 milhões.

O secretário também afirmou que o Governo estuda medidas para compensar o congelamento da tarifa, mas que ainda não definiu que atitudes tomar.

No início do ano, as tarifas integradas entre os ônibus municipais gerenciados pela SPTrans, na capital paulista, e o sistema de trilhos, do Metrô e da CPTM, subiriam o dobro da inflação, em média. Também aumentariam as tarifas das modalidades temporais integradas do Bilhete Único, que poderiam ter reajustes de até 50%, dependendo do tipo de cartão (diário ou mensal).

Apesar de o governo Geraldo Alckmin na época dizer que se tratava de redução de desconto e não aumento, a medida, na prática, era para compensar o congelamento da tarifa básica unitária em R$ 3,80 do Metrô e da CPTM para acompanhar a decisão do prefeito de São Paulo, João Doria, que também congelou a tarifa dos ônibus municipais.

No entanto, foram movidas ações contra a decisão do Governo do Estado e a Justiça bloqueou o aumento do valor das passagens integradas. Alckmin ainda tenta reverter e aplicar o reajuste.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes