Alstom desenvolve ônibus elétrico com visibilidade de 360 graus

Veículo possui também quatro rodas direcionais, bem nas extremidades da carroceria

ADAMO BAZANI

Com o modelo de ônibus elétrico Aptis, a fabricante francesa Alstom, em parceria com a subsidiária NTL, diz ter lançado um novo conceito de mobilidade.

O veículo foi apresentado em Duppigheim (Alsácia, França), no último dia 09 de março.

O Aptis, de acordo com a fabricante francesa, alia conceitos de um VLT – Veículo Leve sobre Trilhos e a flexibilidade dos ônibus.

São dois veículos que passarão, no segundo semestre, por testes em Paris e na região de Ile de France.

As quatro rodas, dispostas junto aos para-choques, são direcionais, o que segundo a Alstom, facilita nas manobras e reduz em 25% a ocupação da área superficial nas curvas.

“Nos pontos de ônibus, isso minimiza o espaço necessário para estacionar, ao mesmo tempo em que oferece ganhos em termos de espaço disponível para outros veículos.” – diz a empresa em nota.

A área de envidraçamento permite visibilidade de 360 graus para os passageiros.

O veículo é todo de piso baixo e pode receber duas ou três portas amplas, com aberturas para fora e laterais.

Segundo a fabricante, operadores europeus já demonstraram interesse em realizar testes.

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Empresa deve fornecer sistema de carregamento também

A Alstom afirma que não serão apenas fornecidos os veículos, mais um sistema completo, incluindo opções de carregamento para as baterias instaladas nos ônibus, infraestrutura viária, com delimitadores e corredores e opções de leasing e garantia.

“Com o Aptis, completamos nossa oferta de mobilidade elétrica e, agora, podemos oferecer às cidades uma linha completa de soluções urbanas. Foi um grande desafio criar esse conceito inovador, que foi possível graças à agilidade e o conhecimento em veículos sobre rodas da NTL e a expertise da Alstom em tração elétrica e integração de sistemas. Estamos muito orgulhosos de apresentar essa nova solução ambientalmente amigável que revolucionará o transporte urbano,” afirma, em nota, o Chairman e CEO da Alstom Henri Poupart-Lafarge.

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No comunicado, a empresa ainda diz que há duas opções de carregamento, incluindo a carga rápida. As unidades serão fabricadas em mais de uma planta.

O Aptis pode ser carregado à noite no pátio ou rapidamente ao fim de cada linha durante as operações diárias. O carregamento rápido se dá via pantógrafo invertido ou o SRS, o inovador sistema de carregamento rápido pelo solo da Alstom. 

Protótipos do Aptis estão sendo fabricados na fábrica da NTL em Duppigheim, na Alsácia, e os componentes chave serão fabricados em cinco unidades da Alstom na França: Saint-Ouen para gestão de projeto e integração de sistema, Tarbes para tração, Ornans para os motores, Vitrolles para SRS e Villeurbanne para componentes elétricos de tração. 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

4 comentários em Alstom desenvolve ônibus elétrico com visibilidade de 360 graus

  1. Amigos, boa noite.

    Muito legal, o buzao ta evolindo ou acabando.

    Esse e o AMELIAO.

    Gostaria muito de verificar “in loco” a parte interna do AMELIAO.

    Sampa tem de se oferecer para ser campo de provas do AMELIAO e fazer parte colaborativa deste projeyo.

    Acorda e Inova Sampa.

    Att,

    Paulo Gil

  2. Pode dirigir pros dois lado, isso mesmo? Que legal.

  3. MARCOS NASCIMENTO // 16 de março de 2017 às 12:55 // Responder

    Que coisa feia! Sem design algum, extremamente reto na dianteira e traseira. Aliás são 2 frentes ou 2 traseiras como queiram dizer os entusiastas de transportes brasileiros!
    O Brasil fabrica coisa melhor. Vejam só a MARCOPOLO com o Viale BRT híbrido que roda em Curitiba ou os elétricos que estão na METRA circulando pelo corredor da EMTU (e são 3). De qualquer forma tanto aqui como lá fora as soluções para diminuir a poluição ambiental caminham a passo de tartaruga e a ordem primeiro é GASTAR todo tipo de combustível fóssil e depois então as soluções que já estão prontas aparecerão e serão fabricadas em série. Do tempo que eu ouço falar em combustíveis alternativos (e isso há mais de 20 anos) já era para existirem no Planeta pelo menos umas 10 cidades com 100% da frota de ônibus com combustível alternativo. Mas peraí: e os caminhões ??? Quase nunca se falam neles e no caso aqui da América Latina hoje os caminhões poluem MUITO mas muito mais do que os ônibus mesmo porquê a maioria deles não são de empresas e sim de transportadores autônomos!

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