Greve de ônibus em Teresina entra no segundo dia sem previsão de acordo entre empresas e trabalhadores

Sindicato dos funcionários diz que apenas 30% da frota foram liberados. Justiça determinou a circulação de 70% nos horários de pico e 60% nas demais horas

ADAMO BAZANI

Entra nesta terça-feira, 31 de janeiro de 2017, no segundo dia a greve de motoristas cobradores e demais funcionários do transporte coletivo de Teresina, no Piauí.

Os trabalhadores dizem que vão continuar com os braços cruzados até receberem nova proposta das viações.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí – Sintetro, apenas 30% da frota estão em operação.

A Justiça Trabalhista determinou a circulação de 70% dos ônibus nos horários de pico e de 60% no resto do dia.

Segundo o sindicato, o descumprimento tem sido por parte das próprias empresas que têm medo de liberar os veículos que podem ser alvos de depredação.

Já as empresas de ônibus dizem que, espontaneamente, os trabalhadores não estão pegando os ônibus e, assim, descumprindo a determinação judicial.

A categoria pede reajuste salarial de 10%, além de unificação do ticket refeição e plano de saúde melhor.

As empresas de ônibus apresentaram proposta de 8,5% de reajuste salarial.

Um motorista em Teresina ganha como salário-base, R$ 1778 e um cobrador, R$ 1097.

A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Piauí confirmou que o percentual de 70% da frota não foi cumprido, mas não sabe ainda precisar quantos ônibus saíram de fato para as ruas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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