Câmara do DF libera faixas de ônibus para qualquer veículo
Publicado em: 28 de dezembro de 2016
Procuradoria deve entrar na justiça para declarar a lei inconstitucional
ADAMO BAZANI
Uma lei que faz com que as faixas exclusivas para ônibus, táxis e veículos oficiais sejam utilizadas por qualquer tipo de veículo fora dos horários de pico foi promulgada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Assim, de acordo com a lei dos parlamentares, os veículos de transporte público e os oficiais só teriam direito à exclusividade entre as 6h30 e 9h00 e entre 17h30 e 19h30, de segunda a sábado. Nos demais horários, domingos e feriados, as faixas para o transporte coletivo ficariam liberadas para qualquer tipo de veículo.
De acordo com a lei, o governo do Distrito Federal deve emitir um decreto regulamentando a liberação em até 45 dias, mas isso não deve ocorrer.
A Secretaria de Mobilidade informou que pediu a Procuradoria Geral do Distrito Federal para entrar na justiça e declarar a lei inconstitucional.
Segundo a secretaria, a mudança dos deputados distritais é um retrocesso para mobilidade e o governo quer ampliar ainda mais as faixas exclusivas e não reduzir o horário de operação.
Hoje o Distrito Federal tem faixas para o transporte público na EPTG, na EPNB, no Setor Policial Sul e na W3 Sul e Norte.
O projeto de lei foi vetado pelo governo do Distrito Federal, mas o veto foi derrubado pelos parlamentares.
MICRO-ÔNIBUS:
Outra lei aprovada considerada polêmica na área de mobilidade é a permissão para que micro-ônibus particulares possam operar em áreas que não são atendidas pelos ônibus do serviço convencional de transporte público, como nas áreas internas dos condomínios de Sobradinho e do Jardim Botânico.
A lei permite também que as cooperativas possam participar de licitações, se houver mudanças nas bacias de transporte público.
A polêmica está em relação a como o sistema vai ser implantado, os custos e se a medida não daria margem para volta de vans de lotação atuando de maneira irregular.
A lei aprovada não prevê tarifa técnica e nem subsídios, no entanto, entende que o serviço pode ser inviável do ponto de vista econômico em algumas regiões, abrindo brecha para os operadores pedirem uma reparação do desequilíbrio financeiro.
O poder público não se manifestou sobre o assunto.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Como sempre esses políticos mostrando descompromisso total com o transporte coletivo.
acho que estamos entrando num período anti-coletivo. Estamos vendo várias ações parecidas, os prefeitos em final de mandato e os novos parece que torcem o bico para questões relacionadas a transporte coletivo . Galera, serão anos dificeis para que depende de transporte.