Curitibanos querem transporte público para cidade do futuro
Publicado em: 16 de dezembro de 2016
Mas ainda rede não contempla todas as necessidades e maioria usa carro particular
ADAMO BAZANI
A maioria dos curitibanos, 69%, acredita que o transporte público é o meio ideal para a capital paranaense no futuro, mas ainda a maioria também, 57%, utiliza veículos próprios para trabalhar.
É o que revela uma pesquisa de mobilidade urbana desenvolvida pela Liberty Seguros, em parceria com o Instituto Teor Marketing.
Apenas 21% dos entrevistados migraram no último ano para o transporte público.
O levantamento foi realizado na capital paranaense, São Paulo, Curitiba, Salvador Belo Horizonte e Porto Alegre.
A coleta de informações foi por smartphone e foram entrevistadas pessoas de ambos os sexos das classes A, B1, B2 e C1.
Essa baixa migração do transporte individual para o transporte público pode ser revelada também por dados da NTU – Associação Nacional de Transportes Urbanos que mostram que os ônibus em Curitiba transportaram 18,29% menos passageiros em 2015 que no ano de 2000.
Foram 500 milhões de registros de passagens a menos em todo o ano de 2015. É a maior queda desde 2004.
Já a frota de veículos em Curitiba, nos últimos 15 anos, de acordo com o Detran do Paraná, cresceu 92,61% no caso de automóveis e 242,67% no caso das motos.
Segundo a pesquisa ainda, 52% dos curitibanos que responderam ao levantamento “Humanização das Cidades” acreditam que a capital está na metade do caminho para se tornar uma cidade ideal, o que significa município próspero, com meio ambiente conservado e que as pessoas são consideradas prioridades.
O dado revela então que o modelo de transporte na capital paranaense pode ainda ser considerado referência em sua concepção, com prioridade no espaço urbano às pessoas que utilizam ônibus.
No entanto, já com sinais de desgaste, o sistema necessita de mais investimentos com a ampliação da rede de corredores, modernização das estações tubo, implantação de sistema metroferroviário desde que não se sobreponha aos corredores de ônibus de alta demanda e atualização na forma de operação e gestão da rede.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Amigos, bom dia.
Se em Curitiba o uso do buzão diminuiu, penso que a razão da diminuição é algo bem mais
complexo do que se pensa.
Só fazer BRT, já não atrai mais o passageiro.
Pensem nisso, por isso que eu digo o buzão é coisa do passado.
O mais interessante é que tantas mudanças são efetuadas e estas mesmos é que espantam os
passageiros.
Melhor pegar o itinerário certo, pois vocês mesmos estão repelindo seus próprios clinetes.
Att,
Paulo Gil