Empresas de ônibus de Curitiba dizem que Urbs atrasou repasses e falam em risco a pagamentos
Publicado em: 14 de dezembro de 2016
Viações também se queixam de erros em dimensionamento da demanda de passageiros
ADAMO BAZANI
As empresas de ônibus de Curitiba emitiram um comunicado na tarde desta quarta-feira, 14 de dezembro de 2016, acusando Urbs – Urbanização de Curitiba S. A., gerenciadora do sistema, de não ter realizado os repasses referentes aos dias de operação, conforme contrato.
De acordo com as companhias de ônibus, a gerenciadora não tem respeitado a regra D +2, que determina a transferência dos recursos dois dias depois de cada data de operação.
Na nota, as viações também reclamam de que persiste o que consideram de erro de previsão de demanda, o que influencia na remuneração das companhias de ônibus.
Quanto maior a demanda prevista, menor é o valor de cálculo para o repasse da tarifa técnica por passageiro, mas segundo, as companhias de ônibus, a Urbs calculou uma quantidade de usuários maior do que é apurada de fato nas catracas. Com isso, as companhias de ônibus dizem que a diferença de 11 milhões de passageiros entre março e novembro deste ano fez com que houvesse um prejuízo de cerca de R$ 40 milhões aos cofres das empresas.
Diante da situação, na nota, as companhias dizem que há riscos em relação aos compromissos com funcionários, fornecedores de peças, equipamentos, combustíveis e aditivos e com os bancos, inclusive para a segunda parcela do 13º salário dos trabalhadores.
“Às vésperas do Natal, a seis dias do pagamento do vale e da segunda parcela do 13º salário e com um indicativo de greve já aprovado pelos motoristas e cobradores caso não sejam feitos esses pagamentos a Urbanização de Curitiba (Urbs) voltou a atrasar os repasses devidos às empresas de ônibus … Essa prática afeta sobremaneira a saúde financeira das empresas de ônibus, que contam com os recursos para honrar compromissos com seus colaboradores, fornecedores e instituições bancárias”
A reportagem do Diário do Transporte tentou contato com a Urbs a respeito da informação passada pelas empresas de ônibus, mas ninguém estava mais disponível para atender a imprensa no final da tarde.
Em relação ao cálculo da demanda os anteriormente, a Urbs tinha dito que não há previsão equivocada e que oscilações durante o ano fazem parte do risco de qualquer negócio.
Acompanhe a íntegra da nota das empresas de ônibus
Urbs volta a atrasar repasses às empresas de ônibus
Às vésperas do Natal, a seis dias do pagamento do vale e da segunda parcela do 13º salário e com um indicativo de greve já aprovado pelos motoristas e cobradores caso não sejam feitos esses pagamentos, a Urbanização de Curitiba (Urbs) voltou a atrasar os repasses devidos às empresas de ônibus. Por contrato, o órgão gestor tem até 48 horas para realizar a transferência dos recursos, o chamado D+2, mas essa regra vem sendo descumprida, em diversas ocasiões, pelo menos desde agosto.
Nesta quarta-feira (14), a Urbs deveria depositar o valor relativo ao serviço prestado na segunda-feira (12), porém isso não ocorreu. Ainda mais preocupante é que, diferentemente de outras situações em que houve atraso mas uma parte fora depositada, desta vez a gerenciadora do sistema não transferiu nada.
Essa prática afeta sobremaneira a saúde financeira das empresas de ônibus, que contam com os recursos para honrar compromissos com seus colaboradores, fornecedores e instituições bancárias.
Além de lidar com uma tarifa técnica insuficiente para cobrir os custos do sistema, as operadoras estão recebendo os repasses fora do prazo contratual. Hoje, a tarifa técnica é de R$ 3,66, no entanto as empresas recebem R$ 3,44, pois 4% (R$ 0,15) se refere à taxa de administração da Urbs e 2% (R$ 0,07), ao Imposto Sobre Serviço (ISS), ambos retidos na fonte.
Previsão equivocada
A isso se soma o fato de que a tarifa técnica é calculada em cima de uma previsão de passageiros que não se realiza, como as empresas vêm avisando há tempos. Para março a novembro deste ano, por exemplo, a Urbs estimou o total de 166 milhões de passageiros pagantes, mas só embarcaram nos ônibus 155 milhões. Isso significa que faltaram 11 milhões de passageiros nesse período, cada um pagando R$ 3,70, para cobrir os custos do sistema, uma perda de cerca de R$ 40 milhões.
As empresas de ônibus cobram, portanto, responsabilidade do órgão gestor para que regularize o quanto antes essa situação, a fim de que não haja consequências ao serviço regular de passageiros, prejudicando os colaboradores, os usuários e o comércio nesta época de compras de fim de ano.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Amigos, boa noite.
Estimativa e apenas estimativa e nao realidade.
E simples o faturamento das empresas de buzao = passageiros transportado x tarifa.
Simples assim.
Nao entendo tanta batecao de cabeca.
Att,
Paulo Gil