Vendas de ônibus caem 32,32% no acumulado do ano, diz Fenabrave
Publicado em: 3 de dezembro de 2016
2016 será o terceiro ano consecutivo de queda no segmento de veículos de transportes coletivos
ADAMO BAZANI
O número de ônibus número de ônibus vendidos pelas fabricantes em território nacional acumula queda de 32,32% entre janeiro e novembro na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores em balanço divulgado nesta semana.
Segundo os dados, foram comercializados 12.714 ônibus entre micros, urbanos e rodoviários neste período de 2016, ante 18.786 em 2015.
A crise econômica brasileira, as dificuldades de liberação de crédito e a situação das contas públicas, que interfere no andamento das obras de mobilidade e renovação da frota, estão entre as principais explicações para o quadro.
É o terceiro ano consecutivo de queda nas vendas de ônibus. Após 2012 com alta devido a antecipação de renovações por parte dos empresários que quiseram escapar da transição da norma Euro 3 para Euro 5 de restrição a emissões, que deixou mais caros os veículos, as baixas começaram a se intensificar.
Em relação a marcas e modelos, a Mercedes-Benz conseguiu quase 60% do mercado neste ano até agora, seguida da Volkswagen com 13,43% e da Marcopolo com 10,03%, lembrando que quando a Fenabrave leva em consideração a Marcopolo, não cita as carrocerias fixadas sobre os chassis, mas sim as vendas dos minionibus Volare, que são comercializados de maneira integral.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes




Prezado Sr.ADAMO , essa informação não é totalmente correta. Se condiderar ônibus em metros esse percentual cai uns 8%
Fazem alguns anos o maximo permitido eram 12m , passou para 13,20m , depois 14m , 15m e agora ja temos os Bi com ate 30 metros! !!
Mas no caso são unidades de chassis. Não entendi o raciocínio, ainda mais diante do déficit de oferta de transportes em todo o país.
Simples Sr.Adamo , um Biarticulado de 30 metros e igual a 2,5 onibus urbanos , ou seja 1,5 chassis a menos no mercado. Certo?
Mas acho que o raciocínio desta forma seria simplificar muito a questão. E os rodoviários (no máximo haverá as unidades de 15 metros)? E os locais onde há carência da oferta de transporte? E o envelhecimento geral da frota (fizemos esta ma´teria pelo Denatran)? Creio não ser a colocação de veículos urbanos maiores (e nem os BRTs que reduzem a frota de convencionais) terem tanto impacto.
Considerando o Rodoviário :
Para cada 4 Rod de 15m , um chassis a menos produzido.
Ou para cada 7 Rod. De 15m , um Rod de 13,20m a menos no mercado.
Lembro das palavras do Martins, ex presidente da Fabus e ex Diretor da MP. “Demos um tiro no pé ao pedirmos ao DNER a tolerância de 10% no comprimento dos ônibus ” isso na decada de 70
Cláudio, seu raciocínio está equivocado. Os veículos são vendidos por unidade e não por metro. Ou seja, o que é contabilizado mensalmente são quantas unidades de ônibus foram vendidas, independente do comprimento total do veículo.
Não é porque será produzido um veículo de 15 m, que inclusive ainda depende de homologação e será feito somente para chassis 8X2, que outros de 13,20m deixarão de ser produzidos.
Até porque quem escolhe o comprmento dos chassis é a empresa que está comprando de acordo a demanda, a aplicação e o tipo de linha que ela opera.
Abço.
Aproveitando outro comentário do amigo Zé Tros, que numa outra postagem colocou um link, para dar satisfação, informo que estou com problemas com links externos nos espaços de comentários. Está travando toda a vez que alguém posta link externo. Deve ser momentâneo, mas isso ocorreu em outras ocasiões
Entendi Adamo. Obrigado pelos esclarecimentos. Postarei então em outras oportunidades.
Grande Abraço.
Para um melhor entendimento da materia seria interessante publicar os numeros monetarios , ou seja o faturamento total do mercado caiu tambem na mesma proporção???
A Fenabrave não disponibiliza este dado em seu balanço