Goiânia começa a vender nova modalidade do Cartão Sitpass
Publicado em: 16 de novembro de 2016
Motoristas devem vender os novos cartões
RENATO LOBO
A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos – CMTC, que atua na Grande Goiânia, disponibiliza uma versão nova do Cartão Sitpass, do modelo Express, vendido pelos próprios motoristas aos passageiros que não possuem o cartão habitual.
Por hora, o bilhete estará disponível apenas para os usuários que utilizam as linhas de ônibus dos terminais Maranata, Recanto do Bosque e Nerópolis.
O serviço custa R$ 5,50 a viagem, R$ 1,80 mais caro do que a tarifa comum, de R$ 3,70. Segundo a CMTC, o passageiro que utilizar o cartão poderá, ao desembarcar em um terminal de ônibus, ter a diferença restituída em dinheiro ou em recarga no Cartão Fácil.
A nova modalidade, no entanto, é para uma minoria. Apenas 1% dos passageiros embarca nos coletivos sem o Sitpass.
Renato Lobo, técnico em Transportes Sobre Pneus e Trânsito Urbano



Excelente blog, parabéns Deus te abençoe!
Uma minoria, talvez, mas que representa muito para quem não conhece o sistema (estranho) de Goiânia ou para quem está na rua após as 19h sem uma passagem no bolso.
Por experiência própria, já fiquei sem a possibilidade de embarcar num terminal por falta de bilhete (os bilhetes são limitados diariamente, quando acabam mesmo que eletronicamente – no caso de recarga, não há mais como emitir), e mais de um fiscal me disseram que “não podiam fazer nada”, com isso tive que ir andando para a casa.
Já presenciei tbm motoristas negando que uma pessoa embarcasse no ônibus porque o sitpass da pessoa era do modelo integração, daí ela podia pegar mais que um onibus em determinado periodo (não lembro quantos onibus e nem qual o periodo) O motivo é que ela tinha pegado justamente o mesmo ônibus na ida e estava pegando ele mesmo na volta (era um sábado, dia de poucos ônibus na linha, ela deve ter pegado ele para ir, ele foi para o ponto final e quando voltou ela acabou pegando ele) Achei um absurdo, pois essa falha devia garantir a ela o direito de viajar independemente do cartão não passar na leitora.
Também já presenciei outras pessoas sendo negadas o direito do transporte porque não tinham cartão e o motorista se negou a receber dinheiro (não lembro porque) ou viajando de graça porque o motorista não tinha troco (isso eu não entendi porque uns aceitavam e outros não)
No Rio eu sabia que tinha o cartão, nem sempre cobrador nos ônibus mas tbm era possível pagar em dinheiro, o que achei ocorrer o mesmo em Goiânia. Ou senão, que a acessibilidade da compra dos bilhetes fosse mais facilitada como Sp por exemplo (compra em diversos meios, de forma ilimitada, etc.)
Daí vem essa medida de comprar um bilhete avulso mais caro que o comum (por quê?) o que pode levar a vários usuários não pedirem o ressarcimento devido a dificuldade de achar um ponto de atendimento ou até mesmo pela pressa da situação (indo para algum lugar só naquele momento e não ser exatamente um morador da cidade)
Enfim, ainda acho muito estranho o sistema todo de transporte coletivo de Goiânia e agora também meio abusivo essa forma de cobrar o usuário por um serviço que ele talvez nem use.