Ônibus de São José dos Campos viram bibliotecas itinerantes

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Ônibus da Maringá do Vale transportam livros que podem ser retirados pelos passageiros

Veículos da Expresso Maringá do Vale transportam livros que podem ser retirados pelos passageiros

ADAMO BAZANI

Ler é a principal forma de ampliar o conhecimento e a cidadania e, mesmo com os avanços tecnológicos que têm como consequências negativas a difusão de informações incompletas ou o hábito de leituras e comentários apenas baseados nos títulos, como ocorre muito no Facebok, os livros despertam encantamento e ainda são os melhores meios para alguém se aprofundar em um determinado assunto ou mesmo se divertir e viajar com boas histórias, além de conhecer melhor a língua portuguesa.

E para permitir que os livros sejam mais acessíveis, diversas iniciativas marcaram a semana do livro, no final de outubro.

Em São José dos Campos, no interior de São Paulo, por exemplo, em 29 de outubro véspera, do Dia Nacional do Livro, alguns ônibus começaram bibliotecas itinerantes.

Trata-se do projeto Cultura no Ônibus, implantado pela Expresso Maringá do Vale, empresa operadora associada ao BusVale, sindicato dos donos de viações da região.

Os livros são colocados dentro dos ônibus e os passageiros podem ler durante a viagem ou levar os títulos para casa ou trabalho. Quem fizer a retirada, pode devolver o livro em qualquer ônibus da Expresso Maringá do Vale ou no terminal Central de São José dos Campos.

Já é possível encontrar os livros em quatro linhas da cidade – 305, 308, 310 e 330 –, que atendem os bairros São Judas Tadeu, Bosque dos Eucaliptos, Residencial União e Campos dos Alemães. Em breve, todas as linhas devem oferecer a opção de leitura.

O programa conta com apoio dos cobradores da empresa que são voluntários. Eles fazem o controle da retirada dos livros e também são responsáveis pela renovação dos títulos oferecidos dentro dos ônibus, todos da literatura brasileira. Os funcionários também recebem doações de livros que são cadastrados e disponibilizados para os passageiros.

O Cultura no Ônibus teve início no Distrito Federal, sendo idealizado pelo cobrador Antônio do Livro, como ficou conhecido após projeto. Em atividade há dois anos, a iniciativa já beneficiou aproximadamente quatro milhões de passageiros da Piracicabana, empresa pertencente ao mesmo grupo da Expresso Maringá do Vale.

“O projeto começou com livros pessoais que o Antônio emprestava aos passageiros. A empresa gostou e abraçou a ideia, sempre incentivando e valorizando nossos colaboradores. Hoje, o Cultura no Ônibus já conta com uma frota de mais de 300 veículos no DF” – disse em nota a coordenadora de RH da Maringá do Vale, Kátia Moreira.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Maria Carolina Gomes Pereira Honório de Alcantara disse:

    Gostei da iniciativa, precisamos de mais cultura e livros são ótimos .

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