Sindicato teme que desistência da CS Brasil de ônibus intermunicipais da região de Mogi cause 400 demissões

Como adiantou o Diário do Transporte processo de transferência de linhas está em andamento

ADAMO BAZANI

O Sindicato dos Rodoviários de Mogi das Cruzes e Região teme que a desistência da CS Brasil, empresa do grupo Júlio Simões, de operar linhas intermunicipais na área 4 da EMTU provoque ao menos 400 demissões no setor.

Como adiantou em primeira mão, como órgão de imprensa, o Diário do Transporte, na última segunda-feira, tanto a EMTU como a CS Brasil confirmaram de forma oficial a transferência das linhas. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2016/10/17/onibus-emtu-finaliza-transferencia-de-linhas-depois-de-desistencia-da-cs-brasil-na-area-4-regiao-de-mogi-e-suzano/

Nada ainda, entretanto, foi definido em relação ao que deve acontecer com os trabalhadores. A informação extraoficial é de que as linhas serão transferidas para a Radial Transporte, com sede em Ferraz de Vasconcelos, que pode contratar 60% dos funcionários que serão demitidos da CS Brasil.

A Radial ainda não confirma.

A Área 4 envolve os municípios de Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Suzano. A CS Brasil possui hoje 35 linhas intermunicipais e a Radial, 14 itinerários metropolitanos.

A CS Brasil não concordou em continuar operando após renovação do contrato do Consórcio Unileste, da qual faz parte. Agora o consórcio é liderado pela Radial.

O Grupo JSL não esclareceu os motivos da desistência, mas fontes do setor dizem que a empresa reclamava do baixo retorno financeiro.

A alteração ocorre a poucos meses do lançamento do edital de licitação das cinco áreas operacionais de ônibus metropolitanos da Grande São Paulo.

De acordo com previsão da EMTU, até março, se não ocorrer nenhum entrave, os novos contratos serão assinados.

A audiência pública para apresentar o novo modelo operacional ocorreu em 19 de setembro. Os novos contratos devem ter 15 anos de duração. Relembre:https://diariodotransporte.com.br/2016/09/19/licitacao-da-emtu-mantida-a-area-5-concessao-sera-de-15-anos/

Em 2006, foi realizada a primeira licitação das cinco áreas da região metropolitana, com contratos cuja validade era de 10 anos. Apenas na Área 5 da EMTU, correspondente ao ABC Paulista, não foi possível realizar a licitação. A gerenciadora do Governo do Estado realizou seis tentativas, no entanto, em cinco delas os empresários da região esvaziaram o certame e, em outra vez, a justiça determinou a suspensão do processo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa tarde.

    ” baixo retorno financeiro”, segundo fontes do setor conforme diz na materia supra.

    PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLL

    Att,

    Paulo Gil

  2. Marcos disse:

    Um funcionário depto financeiro, disse que esta com medo de perder o emprego, pois tem cargo gerencial. Segundo ele o motivo é o baixo retorno financeiro mesmo. No edital de licitação tinha uma taxa de retorno líquido TIR, porem nos ultimos o retorno estava bem abaixo do edital. Segundo ele a Emtu impoe muitas exigências burocráticas que tornam a operação deficitarias. A Emtu, promoteu que racionalizando linhas desatualizadas ia aumentar o retorno, porem a Emtu, secionou, criou atendimentos, precarizando linhas rentáveis. 70% das linhas dessa area sao dificultarias ou desatualizada pois existe linhas com intervalos de 40 minutos que levam 15 passageiros por viagem, porem tem que operar, as linhas mais rentaveis cobrem os custos, o problema que as mais rentaveis estao sendo secionadas, criando atendimentos desnecessários e sofrendo concorrencia ds ponte orca, espantando os passageiros. No geral a administração da Emtu trás prejuizo para as .”

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