Doria quer fundo federal para congelar tarifa de ônibus e mudar o nome da Secretaria de Transportes

Publicado em: 11 de outubro de 2016
ônibus

Ônibus em São Paulo. Subsídios podem chegar a R$ 3 bilhões caso houver mesmo congelamento da tarifa em 2017

Prefeito eleito já havia cogitado a possibilidade de pedir dinheiro de verbas para deputados federais

ADAMO BAZANI

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria, parece estar aflito para conseguir recursos que garantam uma de suas maiores promessas de campanha: o congelamento da tarifa de ônibus pelo menos no ano de 2017.

Depois de afirmar que vai conversar com deputados federais para obter verbas das emendas parlamentares, agora Doria diz que vai conversar, no próximo dia 25, com o presidente Michel Temer, para a criação de um fundo federal que custeie tarifas de ônibus.

O prefeito eleito argumentou que o congelamento da tarifa de ônibus em São Paulo ajudaria a segurar o índice de inflação em todo o País.

João Doria Junior disse que para manter a tarifa congelada no ano que vem, são necessários subsídios entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões, além de R$ 1,7 bilhão, previsto no orçamento para a cidade no ano que vem.

Já técnicos da prefeitura que elaboraram esse orçamento dizem que o congelamento da tarifa necessitaria em 2017 de um aporte de, no mínimo, R$ 1 bilhão.

Sendo assim, os subsídios ultrapassariam R$ 2,7 bilhões no ano que vem. Os R$ 1,79 bilhão que deveriam durar até 31 de dezembro de 2016, foram esgotados na segunda semana de setembro.

Além disso, a promessa de João Doria deixou em situação desconfortável o seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin, por causa das integrações que os ônibus municipais em São Paulo fazem com a CPTM e o Metrô.

As companhias de transportes sobre trilhos do Estado de São Paulo sentem a crise econômica e estão em situação financeira mais delicada com a queda de passageiros e, consequentemente, da arrecadação.

O congelamento das tarifas em São Paulo proporcionaria desequilíbrio no financiamento das integrações e também poderia causar um dano à imagem política de Geraldo Alckmin caso só os trens da CPTM e o Metrô aumentem a tarifa e os ônibus municipais continuem cobrando o mesmo valor dos passageiros.

MUDANÇA DE NOME:

Ainda a respeito de transportes, João Doria disse que quer mudar o nome da secretaria.

A declaração foi dada durante encontro com cicloativistas no último domingo em São Paulo. O prefeito eleito disse que a Secretaria Municipal de Transportes deverá mudar de nome para Secretaria de Transportes e Mobilidade.

Com isso, segundo Doria, poderiam ser criados grupos específicos para ciclovias e deslocamentos a pé.

VOLTANDO ATRÁS:

João Doria tem voltado atrás em muitas das promessas e declarações de campanha.

Após prometer aumentar nos primeiros dias de governo as velocidades nas marginais, agora diz que pode manter alguns trechos das pistas local em 50 km/h.

Também voltou atrás em relação à eliminação das ciclovias, segundo ele, pouco movimentadas e disse que fará estudos mais minuciosos caso a caso.

Analistas políticos não descartam a possibilidade de João Doria também voltar atrás na promessa de congelamento da tarifa de ônibus.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. jair disse:

    Acredito que com melhor planejamento, evitando sobreposição de linhas, usando os corredores de onibus com menor numero de linhas (como metro) e evitando desperdicios com uso de articulados em dias e horários de baixa demanda haverá diminuição de custos.

    1. Paulo Gil disse:

      Jair, boa tarde.

      De pkeno acordo.

      Mas essa otimizacao ninguem vai fazer, pois ai e que esta o lucro.

      Qual empresario do planeta deixaria um articuladinho trucadinho rodar ” batendo lata” ??????

      Nenhum, e obvio.

      Se roda em Sampa, e porque esta dando lucro, afinal e um capital rodantes de 1,5 milhao de Reais, mais ou menos, e muito alta a taxa de risco.

      Uma linga que consideto absurda a 8700-23, pois alem da sobreposicao metro/buzao, ela ainda fazponto inicial numa faixa de buzao.

      Pra mim que nada ganho, entendo como total absurdo.

      Mas quem paga sao os mesmos, OS CONTRIBUINTES.

      Abcs,

      Paulo Gil

  2. welbi disse:

    Doria na Prefeitura e Alckmin no Governo de SP serão parceiros. No entanto, as gestões são independentes. Tenho certeza que o prefeito eleito antes de aplicar qualquer medida saberá avaliar e ver o que é melhor para o paulistano.

  3. Paulo Gil disse:

    Amigos, bpm dia.

    Vou explicar de novo.

    O unico Fundo que pagara esse devaneio, sera o Fundo pago (OBRIGATORIAMENTE) pelos CONTRIBUINTES.

    Nao adianta mudar ou modernizar o nome da Secretaria, tem de mudar e mordenuzar as MENTES JURASSICAS.

    Nem tomou posse e ja esta se preocupando com siglas, como Gestor conecou mal.

    Att,

    Paulo Gil

  4. Antonio Idevano dos Santos disse:

    Engraçado que até recentemente eram contra, apenas abriam a boca para dizer que querem o estado mínimo, fazem uma coisa em Brasilia e falam em outra para o eleitor, com a aprovação da PEC da calamidade (reivindicação do partido dele) duvido que isso venha acontecer, dinheiro tem que ser para banqueiro, simples assim.

  5. William de Jesus disse:

    Boa noite amigos!

    Suspendeu a licitação, quer mudar o nome da SPTrans (pelo que eu entendi, claro). Olha… tá dificil de acreditar que algo irá mudar. Tem empresas com carros vencidos (vejam a VIP, Sambaiba, ViaSul) de 2006 ainda rodando. O ano está acabando e nao se fala em renovação em várias empresas (Transkuba chegaram a cogitar até a venda dela para a Campo Belo, mas nao passou de rádio peão (ou não?)).

  6. Pedro disse:

    Pelos colegas acima, vamos ter menos ônibus, intervalos maiores, mais superlotações, as sobreposições ocorrem porque ônibus que saem de lugares diferente acabam passando por lugares comuns como Av. Radial Leste e aricanduva e etc…., parem com este discurso de tecnocratas, existem linhas que tem pouco ônibus sim, se e para piorar e melhor aumentar a passagem.

  7. pra vocês, isso é bom ou ruim?

  8. Fabiano Borges disse:

    Caro, Paulo Gil

    A linha citada 8700/23 tem seu ponto inicial na alça de acesso a Dr Arnaldo / Av Rebouças, o publico alvo são passageiros que ingressaram a partir da parada clinicas, ajudando a diminuir o tempo de embarque da linha base que parte da região central já em sua capacidade máxima. ok

    Abraços!

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