Passageiros da região Metropolitana de Curitiba, da Metra (ABC) e da Supervia, no Rio, poderão pagar tarifa com cartão de crédito ou débito

Publicado em: 10 de outubro de 2016
Mastercard transportes

Ônibus da Metra entre o ABC e a Capital e os metropolitanos de Curitiba, como da Leblon, vão aceitar cartão de crédito e débito da Mastercard em projeto inédito na América Latina. Trens da Surpervia também testarão sistema no Rio de Janeiro.

Projeto-piloto é uma parceria da Mastercard. Próximo passo é utilizar forma de pagamento em mais capitais, incluindo trem, metrô e ônibus municipais

ADAMO BAZANI

Os passageiros que utilizam os ônibus da Região Metropolitana de Curitiba, a linha Diadema -Estação Berrini, da Metra, em São Paulo; e os trens da Supervia, no Rio de Janeiro – Central do Brasil (Linha Vermelha  – estações da linha Deodoro) vão poder pagar a tarifa com cartão de crédito de débito ou pré-pago da Mastercard.

A novidade foi anunciada nesta segunda-feira, 10 de outubro de 2016, pela Mastercard.

A funcionalidade estará disponível para cartões que tenham a função de pagamento por aproximação (sem contato). Também poderão ser utilizados cartões registrados em carteiras digitais de celulares.

O projeto piloto é dividido em fases e vai avaliar a tecnologia embarcada (utilizada nos novos validadores) e os processos operacionais de pagamento inicialmente nestas três regiões.

Segundo a empresa de cartões, ainda neste mês, os testes começam na Supervia, no Rio de Janeiro e nos ônibus da Metra, em parte do corredor que liga a capital paulista à região do ABC.

Já na região metropolitana de Curitiba, nos ônibus das empresas associadas à Metrocard, o sistema será testado a partir de novembro, sendo inédito, na América Latina.

Jundiaí foi a primeira cidade brasileira a usar sistema de crédito e débito no pagamento de tarifa de ônibus, no entanto, com tecnologia diferente. Era necessário, por exemplo, digitar a senha. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2016/03/04/jundiai-se-torna-a-primeira-cidade-no-brasil-onde-passageiros-podem-pagar-tarifa-de-onibus-urbanos-com-cartao-de-credito-e-debito/

Não se trata também de cartão pré-pego, presente em alguns sistemas. É possibilidade de usar o cartão bancário para pagar a passagem.

Já nos sistemas da região metropolitana de Curitiba, do Rio de Janeiro e da Metra, no Corredor ABD, bastará pasta aproximar o cartão de um leitor especial nas catracas.

“A inovação de pagamento no transporte público foi projetada pela Mastercard a partir do grande desafio que o tema mobilidade urbana apresenta em escala global e, no Brasil, não é diferente. O objetivo é contribuir para que as cidades se tornem mais eficientes e sustentáveis e, com isso, permitir que a vida seja mais inclusiva, segura e conveniente para seus habitantes”, disse em nota, o vice-presidente de Desenvolvimento de Aceitação, Varejo e Novos Negócios da Mastercard Brasil e Cone Sul, Alexandre Brito.

A expectativa da Mastercard é levar a tecnologia de pagamento sem contato para as principais capitais do País, também no transporte ferroviário (trem e metrô) e nos ônibus urbanos até dezembro de 2017 e beneficiar diretamente os passageiros que utilizam o transporte público diariamente. As capitais paranaense, fluminense, paulista, e os trens da CPTM, Metrô São Paulo e Metrô Rio, por exemplo, estão nos planos.

Segundo estudos da Mastercard, a arrecadação aproximada deste mercado é de R$ 80 bilhões por ano. Deste total, estima-se que o uso de dinheiro no transporte público represente uma fatia de 30%. Esse montante gera custos operacionais e logísticos para o operador, além dos problemas com falta de troco e de segurança.

A operadora de cartões diz que uma de suas metas é eliminar “o dinheiro em espécie. Nesta etapa do projeto, o foco é substituir o dinheiro circulante utilizado no pagamento da viagem pelo meio eletrônico, seja com o cartão Mastercard sem contato ou com as carteiras digitais dos celulares. Estudos da consultoria Value Partners que analisaram os custos indiretos do dinheiro, a economia informal e os impactos da migração para meios eletrônicos de pagamento em 35 países mostrou que, no Brasil, um aumento de 10% no uso dos meios eletrônicos já teria potencial de expandir o PIB em 1%.”

Para o projeto a Mastercard conta com os seguintes parceiros:

Operadores de Transporte: Supervia, no RJ (Central do Brasil – trens), Metra, em SP (linha Diadema – Brooklin – ônibus e ônibus elétricos) e Metrocard, no PR – ônibus metropolitanos. As empresas reunidas na Metrocard são: Leblon Transporte de Passageiros, Viação Nobel,  Empresa São Braz, Viação Sul, Colombo, Reunidas, Piraquara, Castelo Branco, Empresa Campo Largo, Marumbi, Araucária, Graciosa, Antonina, Expresso Azul Ltda, Viacão Tamandaré Ltda, Auto Viação São José dos Pinhais Ltda e Auto Viação Santo Antônio Ltda

Empresas de Bilhetagem: Empresa1, no RJ; AUTOPASS, em SP e Transdata, no PR

Fornecedor do leitor: Gertec

Adquirente: Stone

Digital Wallet: Samsung Pay

O projeto foi possível após o contato entre as empresas de bilhetagem eletrônica, as empresas de transportes e as gerenciadoras dos sistemas.  O mecanismo integra tecnologia existente (Mifare) com a EMV (pagamento sem contato).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. edsonprofeta disse:

    Dentro de alguns anos a profissão de cobrador estará extinta, simplesmente pelo fato de que a tecnologia embarcada vai torna-la obsoleta. Já nos dias de hoje, se o motorista de ônibus não tiver um mínimo de conhecimento de informática, fica para trás.

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Duas questoes:

    Quanto a seguranca, sera um catao independente ???

    Ou todas as operacoes do cartao srrao por cobtato.

    Esse sistema tem de ser inserido nos Taxis de Sampa, incluindo a emissao de recibo eletronico e automatico.

    Nunca entendi porque retiraram dos taxis de Sampa o emissor de recibo eletronico.

    Att,

    Paulo Gil

    1. Será o mesmo cartão, desde que tenha a tecnologia de aproximação.

    2. Paulo Gil disse:

      Amigos, boa tarde.

      Entendo que ai esta um ponto fragil, permitir outros debitos, principalmente demaiores valores, pelo somples contato.

      Abcs,

      Paulo Gil

  3. Luiz Vilela disse:

    Anos atrás usei VISA crédito em pedágio na Dutra/Jacareí, sem digitar senha.
    Ótima iniciativa, inclusive porque a tecnologia dos cartões de crédito e débito deveria ser usada nos Bilhetes único e BOM.

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